Presidente turco não conseguiu renovar a maioria parlamentar do seu partido, o AKP, para instaurar na Turquia um regime presidencialista. Partido Democrático do Povo surpreende ao atingir 14,36 por cento e eleger 79 deputados.
Com praticamente todos os votos apurados, é já certo que o partido conservador Justiça e Desenvolvimento (AKP), no poder há 13 anos, perdeu a maioria absoluta nas eleições legislativas que decorreram este domingo na Turquia.
Para além da derrota do partido do presidente Erdogan, a grande novidade destas eleições é o facto de o partido de esquerda pró-curdo, Partido Democrático do Povo (HDP), ter conseguido ultrapassar a cláusula-barreira dos 10 por cento ao conquistar 14,36 por cento dos votos e eleger 79 deputados.
O AKP obteve 46,91 por cento e 258 deputados, insuficiente para conquistar a maioria absoluta de 276 cadeiras no parlamento e longe dos 49,8 por cento obtidos nas últimas eleições.
Em segundo lugar surge o Partido Republicado do Povo (CHP), com 24 por cento e 132 deputados, seguido da extrema-direita do Partido da Ação Nacionalista (MHP) e provável parceiro de coligação do AKP, com 81 deputados e 14,73 por cento.
O sucesso eleitoral do HDP impediu o AKP de atingir os seus objetivos eleitorais, que vê assim fracassado a sua pretensão de renovar a maioria absoluta ou até mesmo superar os 60 por cento no parlamento para convocar um referendo sobre o sistema político do país e instaurar um regime presidencialista.
Segundo os dados mais recentes divulgados pelas autoridades turcas, 86 por cento dos 54 milhões de eleitores foram às urnas.
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