As mudanças climáticas são uma ameaça para as democracias?

A crise climática alimenta a crise democrática. Extremistas usam o medo de enchentes, secas e fome para avançar agendas autoritárias. Mas há esperança: Horta revela articulações do programa "Florestas Marinhas para Sempre", uma proposta do Sul Global para financiar proteção costeira, a ser levada para a #COP30 em Belém. Assista à análise completa!

No programa EcoConsciência, o professor Paulo Horta analisou o novo relatório da Sociedade/Associação Estadunidense de Meteorologia — síntese de mais de 400 páginas produzida por especialistas de 58 países — para mostrar como eventos extremos já reconfiguram economias, saúde pública e a estabilidade política. Segundo Horta, 2024 foi o ano mais quente da série histórica e o planeta tem “cerca de três anos” para evitar a consolidação do aquecimento de 1,5 °C, sob risco de colapso de recifes, ondas de calor letais e insegurança alimentar.

A leitura ambiental foi conectada à crise democrática. O apresentador apontou como desinformação, captura corporativa e agendas de extrema-direita se aproveitam do medo gerado por enchentes, secas e inflação de alimentos para ampliar autoritarismos. Criticando a política externa e econômica de lideranças estadunidenses e seus ecos no Brasil, ele defendeu reconstruir consensos democráticos, fortalecer comunicação pública e organizar frentes amplas rumo às eleições de 2026.

Transmitindo de Santiago (Chile), Horta relatou articulações para o programa “Florestas Marinhas para Sempre”, proposta multilateral que busca financiamento ao Sul Global para gestão costeira integrada — de manguezais a marismas —, com impacto direto em pesca, turismo e proteção de ecossistemas. A iniciativa deverá ser apresentada na próxima COP, em Belém, onde o professor se propõe a levar contribuições da sociedade civil.


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