Alckmin vira réu em processo que investiga caixa 2

Foto: Sérgio Lima/A2img.

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) virou réu nesta quinta-feira 30 em processo que investiga seu envolvimento em crimes como falsidade ideológica eleitoral (caixa dois), corrupção passiva e lavagem de dinheiro, após a Justiça Eleitoral de São Paulo aceitar a denúncia do Ministério Público.

No entendimento do juiz Marco Antonio Martin Vargas, titular da 1ª Zona Eleitoral da capital paulista, o documento base tem “indícios suficientes de materialidade” dos crimes e de suas autorias.

O MP acusa Alckmin de receber R$ 113 milhões da Odebrecht durante as campanhas eleitorais de 2010 e 2014 ao governo do estado de São Paulo.  Os repasses viriam com os codinomes  “pastel”, “pudim” e “bolero”.

Ainda há informações de que Alckmin era citado em planilhas da Odebrecht por codinomes como “Belém”, na campanha de 2010, e “Meia”, na eleição de 2014.

De acordo com os promotores, as transferências para Alckmin foram feitas via caixa 2 já que a empreiteira estava impedida de fazer doações eleitorais por ter contratos com o governo.

Segundo a acusação, a empreiteira queria ampliar as relações com o governo de São Paulo pelo interesse em obras viárias e em projetos de transporte, especialmente do Metrô e do Monotrilho.

No entendimento do MP, o ex-tesoureiro do PSDB e ex-secretário de planejamento do governo paulista Marcos Antônio Monteiro intermediou os pagamentos de 2014.

Seis delatores da Odebrecht também tiveram seus nomes incluídos na denúncia pelo Ministério Público. As penas de cada um serão estabelecidas de acordo com os termos de colaboração premiada.

A defesa de Alckmin se posicionou sobre a denúncia e disse que as conclusões do inquérito são apressadas, infundadas e não encontram suporte nos fatos.

Em nota, o diretório do PSDB em São Paulo reiterou a confiança na idoneidade de Alckmin e disse que os fatos serão devidamente esclarecidos.

Já a defesa de Monteiro, por sua vez, disse que vai provar que os supostos fatos divulgados são infundados, que o cliente não tem qualquer relação com as obras realizadas pela Odebrecht e que ele sempre desempenhou seu trabalho com integridade e lisura.

Fonte: Carta Capital.

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