Por Roberto Liebgott, Cimi Sul-Equipe POA.
Tão singelas. Depois dos frios intensos e das chuvas incessantes, mesmo em pleno inverno, bastaram dois dias de sol para que sorrissem as diminutas flores.
É a natureza, impulsionada pela força da Mãe Terra, por sua preciosa energia, sua fertilidade e seu vigor, gerando beleza e esplendor.
Mas nós, humanos, já não cabemos nesse lugar de harmonia. Perdemos a razão e a sensibilidade para ver, sentir, cheirar e saborear o presente que nos é oferecido gratuitamente. Bastaria apenas o cuidado.
Nós, ao contrário dos demais seres, tornamo-nos predadores quase insanos. Agredimos, poluímos, devastamos, rasgamos a terra e geramos o caos climático.
Matamos as nascentes, arrancamos as árvores, abrimos abismos sobre e sob nossos pés. Não damos trégua, tampouco paz à Terra, que agora geme as dores provocadas pela humanidade.
E, no entanto, bastaria que, em meio ao caos, abandonássemos a ambição. Bastaria que cuidássemos dos biomas, limpássemos as águas, protegêssemos as florestas e respeitássemos a vida. A Terra, então, se refaria com o mesmo ardor e vigor com que as pequenas flores, silenciosamente, voltam a desabrochar e a alegrar o pôr do sol.
26 de julho de 2026.
Roberto Antônio Liebgott é Missionário do Conselho Indigenista Missionário/CIMI. Formado em Filosofia e Direito.
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