Para a justiça, que não nasce do atalho, mas do caminho
percorrido com verdade.
Para a paz, que não vive no discurso vazio, mas no dever diário de desarmar o ódio.
Nunca é tarde para o amor, que não repousa na aparência, mas habita a alma por inteiro.
Não é tarde para a solidariedade,
que não veste disfarces,
porque possui mãos concretas, presença e partilha.
Tampouco é tarde para a fraternidade, aquela que não se mede pelo interesse, mas pelo abraço que reconhece o outro.
Existem, portanto,
caminhos seguros
quando se vai
ao encontro da justiça
e do amor.
E sempre haverá
desejos incontidos
levantando-se
contra a guerra,
o medo e as mentiras ilusórias.
E os afetos, esses então,
serão capazes
de aproximar o que
a ganância insiste
em separar.
Nunca é tarde, apesar das tantas incertezas, para que o humano floresça onde antes havia indiferença ou dor.
Porto Alegre (RS), 18 de maio de 2026.
Roberto Liebgott
Cimi Sul – Equipe Porto Alegre
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