Nota à imprensa
Santa Catarina vive um momento decisivo para a democracia e para o fortalecimento da representatividade política. Em um estado marcado por profundas desigualdades raciais e históricas, barreiras à participação de mulheres negras nos espaços de poder, lideranças femininas negras do Partido dos Trabalhadores (PT) reafirmam publicamente um compromisso de unidade política, estratégica e histórica.
Inspiradas pela “Carta Pública pela Unidade das Pré-Candidaturas Negras do PT em Santa Catarina”, mulheres negras que constroem suas trajetórias na militância social, no movimento negro e na luta por justiça racial defendem que este é um tempo de maturidade política — não de fragmentação.
Entre as lideranças que simbolizam esse momento estão Aparecida da Silva (para a Majoritária), Bia Vargas, Vanessa da Rosa, Ana Lucia Martins e Jucélia Vargas (proporcional) mulheres negras com inserção social, base construída e atuação reconhecida em diferentes territórios catarinenses. Suas trajetórias demonstram que há preparo, densidade política e viabilidade eleitoral nas candidaturas negras apresentadas.
A expectativa histórica de que mulheres negras sejam colocadas em disputa entre si – confirmando narrativas de divisão – é rejeitada de forma firme e consciente. A presença dessas lideranças nas urnas não é improviso, mas resultado de formação política, compromisso coletivo e construção de base social.
A mensagem central é direta:
– Não se trata de disputa interna, mas de ampliação de representação.
– Não se trata de preferência pessoal, mas de construção de poder político.
O movimento negro catarinense e a militância progressista são chamados a exercer consciência eleitoral estratégica. Santa Catarina vive um momento em que pré-candidaturas negras são viáveis, estruturadas e competitivas – com diferentes estilos, linguagens e campos de diálogo, mas unidas pelo compromisso com democracia, justiça racial e transformação social.
A unidade defendida não é uniformidade, é potência política. A diversidade não é fragmentação, é força coletiva. Santa Catarina precisa se reconhecer em sua pluralidade. E as mulheres negras do PT afirmam: estão prontas para disputar, representar e governar.
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