Por Jorge Elbaum.
Lembrem-se, quando o canalha planetário for derrotado — mais uma vez —, que as pedras continuarão subindo às nossas mãos. Que será erguido um muro de areia e sangue no relatório detalhado dos custos produzidos pelo bloqueio. Que suas células de dados terão erupções de febre e pus, com certeza, mas que serão acompanhadas por uma raiva imensurável. Um sopro permanente de ressentimento nas olheiras.
Lembrem-se disso. Escrevam isso na contracapa de seus livros iniciados. Compartilhem isso com seus filhos e filhas, para quando chegar a hora do furacão e dos abraços. Saibam que essa ilha soube nos dar à luz a consciência sem simulações. Que continua nos partindo ao meio quando pratica seus exercícios de vitalidade furtiva. E que nos queima na emoção de seus princípios. Lembrem-se de que o mundo lhe deve muito mais do que esse povo lhe deu. Admita que seu orgulho só se conta na força que nos contagia. E percebam que essa bússola está no Caribe e anda como um lagarto encharcado de suor, apagões e sol. E não se esqueçam de seu paradigma alheio a rendições. Nem a entregas nem a submissões.
É e será – como sugeriu o ex-presidente mexicano, AMLO – Patrimônio da Dignidade Humana Universal.
Tradução: Deepl com supervisão do Portal Desacato.
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