Bia Vargas participa da assinatura do Pacto Nacional contra o Feminicídio em Brasília

Bia Vargas, vice-presidenta do PT de Florianópolis, ministra Márcia Helena Carvalho Lopes e a vereadora de Florianópolis, Carla Ayres. Foto: Divulgação

Em resposta à escalada da violência de gênero, em que quatro mulheres são vítimas de feminicídio a cada 24 horas no país, o Governo do Brasil, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário lançaram, nesta quarta-feira, 04, o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. A iniciativa estabelece uma atuação inédita, coordenada e permanente entre os três Poderes para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país. A cerimônia de assinatura foi no Salão Nobre do Palácio do Planalto, com a presença dos chefes dos Poderes, autoridades e convidados. 

O Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio parte do reconhecimento de que a violência contra mulheres e meninas no país é uma crise estrutural que não pode ser enfrentada por ações isoladas. O lançamento da iniciativa é acompanhado por uma estratégia de comunicação de alcance nacional, orientada pelo conceito “Todos juntos por todas”, que amplia o chamado para além de mulheres e meninas e convoca toda a sociedade – especialmente os homens – a assumir um papel ativo no enfrentamento da violência.

“Estamos juntas nessa luta que é de toda a sociedade. Temos que seguir firmes na busca de um país mais justo e seguro para meninas e mulheres. Não podemos mais tolerar a escalada da violência contra nós no Brasil. É inaceitável que ainda tenhamos que seguir com medo. Temos que ter a chance de seguirmos livres e seguras em nossas vidas. Os Estados, assim como Santa Catarina, precisam de ações mais enérgicas para o combate ao feminicídio. Não vamos mais aceitar que mulheres percam suas vidas de forma brutal. Santa Catarina, por exemplo, já contabiliza em 2026, somente no mês de janeiro, seis feminicídios. Ou seja, uma mulher catarinense é morta a cada quatro dias no Estado. Hoje gritamos basta!”, comenta Bia Vargas, vice-presidente do PT de Florianópolis, que participou da cerimônia em Brasília (DF).

Bia também esteve em reunião com Márcia Helena Carvalho Lopes, ministra do Ministério das Mulheres, para uma conversa sobre os direitos das mulheres catarinenses. “Nosso encontro foi muito importante. A ministra abriu as portas do Mistério para que possamos promover ações que valorizem a mulher catarinense, principalmente a negra. Com projetos que tragam oportunidades de crescimento e reconhecimento. Vamos ampliar, ainda mais, o acesso das nossas mulheres no Governo Federal”, afirma Bia Vargas.

Além disso, foi discutido sobre a implementação da Casa da Mulher Brasileira. Atualmente, Santa Catarina é um dos estados do país que não conta com o espaço, o outro é Mato Grosso (Campo Grande). “Já temos o terreno, o projeto, mas falta vontade do Governo do Estado em fazer acontecer a implantação. Parece que o Governo não está preocupado com este tipo de política pública para as mulheres catarinenses. Hoje só duas capitais no Brasil estão sem a Casa da Mulher, e Florianópolis é uma delas. Não podemos aceitar que questões políticas intervenham em ações que irão beneficiar a população, em especial a mulher catarinense em situação de violência”, conclui Bia Vargas.


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