O Exército de Libertação Nacional da Colômbia anunciou o aparecimento do corpo do padre Camilo Torres Restrepo.
Comunicado do ELN
Este ano, 2026, completam-se seis décadas da morte em combate do nosso querido Comandante-em-Chefe Camilo Torres Restrepo, e sua presença está mais viva do que nunca.
Continua-se a falar das múltiplas dimensões de Camilo: padre, sociólogo, filho, irmão, amigo, companheiro, agitador, organizador, investigador, líder político nacional, guerrilheiro… mas, essencialmente, Camilo foi um revolucionário integral, a sua vida foi um turbilhão de ação e compromisso com o povo.
A memória de Camilo, sua obra, sua prática sempre estarão em disputa, pois, de acordo com as perspectivas políticas e ideológicas que o abordam, algumas de suas dimensões são destacadas. Nos últimos anos, foi construída, a partir do establishment, uma narrativa que nos apresenta um Camilo difuso e aburguesado; narrativa que também é usada para justificar a guerra contrainsurgente contra o ELN, a organização insurgente que Camilo ajudou a construir e onde selou seu compromisso de Libertação ou Morte. Essa verdade não pode ser falsificada, nem pode ser apagada da história a batalha de Patio Cemento, naquele trágico 15 de fevereiro (1966), onde o Comandante ofereceu sua vida.
A oligarquia e seu Estado, cientes do poder subversivo de Camilo, sequestraram seu corpo; mas seu testemunho, sua obra política, sua proposta programática e seu compromisso até as últimas consequências continuaram a percorrer montanhas e cidades, em milhares de mulheres e homens, em organizações sociais, comunitárias e revolucionárias, em centenas de combates pela libertação nacional e pelo socialismo. Camilo passou para a história e não pode ser apagado, nem usado para fins contrários à sua vida.
Hoje, o Exército de Libertação Nacional sabe que seu corpo foi encontrado e sua autenticidade verificada, e a notícia já começa a se espalhar. O povo colombiano, pelo qual ele lutou e ofereceu sua vida, espera que seus restos mortais sejam respeitados e depositados no campus da Universidade Nacional, onde ele foi capelão, fundador da Faculdade de Sociologia e referência para a juventude universitária.
Este acontecimento de tal dimensão histórica não deve ser desfigurado nem utilizado para obter qualquer proveito político.
Glória eterna ao Comandante-em-Chefe Camilo Torres Restrepo.
Colômbia… para os trabalhadores!
Nem um passo atrás… libertação ou morte!
Comando Central
Exército de Libertação Nacional
Montanhas da Colômbia
22 de janeiro de 2026
Descubra mais sobre Desacato
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





