Análise de conjuntura na primeira rodada de negociação pelo reajuste do Piso Estadual

O nível de emprego do mercado de trabalho é o melhor da série histórica e o desempenho da economia de Santa Catarina está bem acima da média nacional

Foto: Sérgio Homrich

Texto e foto: Sérgio Homrich.

O cenário favorável para a classe trabalhadora conquistar o reajuste integral do INPC mais aumento real de 5% nas quatro faixas do Piso Salarial Estadual para 2026 foi o destaque da análise de conjuntura feita pela supervisora técnica do Dieese/SC, Crystiane Peres. Novamente, como acontece há 16 anos, trabalhadores representados pelas Centrais Sindicais e Federações e patrões pelo lado da Fiesc negociam o reajuste do Piso, com vigência a partir de 1o. de Janeiro.

Crystiane lembrou que o nível de emprego do mercado de trabalho é o melhor da série histórica e o desempenho da economia de Santa Catarina está bem acima da média nacional. Citou medidas do governo federal, como o Novo PAC, a manutenção do poder de compra do Salário Mínimo Nacional, uma política do governo Lula, e a isenção de Imposto de Renda, a partir de 1o. de janeiro para quem recebe até R$ 5 mil mensais e a redução progressiva para quem recebe até R$ 7.350 por mês.

Já o economista do Dieese, Daniel Minte Cardoso, destacou o crescimento do PIB catarinense e até mesmo o aumento das exportações, apesar do tarifaço do governo dos Estados Unidos contra os produtos do Brasil. Pelo lado patronal, a queixa recai sobre as consequências das tarifas no setor de madeira e móveis e argumenta que há declínio da economia. A negociação conta com a presença do superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego em SC, Paulo Eccel.

 


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