
SINDPD/SC vem a público manifestar seu repúdio à matéria publicada por um portal do Rio de Janeiro que, sem qualquer vínculo com o setor de tecnologia de Santa Catarina, divulgou uma série de distorções, omissões e informações manipuladas sobre o processo eleitoral desta entidade.
A publicação, claramente abastecida previamente pelo grupo de oposição, foi ao ar antes mesmo de analisar a nota oficial enviada pelo sindicato, deixando nossa resposta relegada ao final do texto, sem qualquer relação com as acusações apresentadas.
O episódio reforça uma estratégia nacional de difamação articulada por grupos externos, inclusive grandes empresas e entidades de fora do estado, que buscam enfraquecer e tomar o controle de um sindicato histórico, combativo e reconhecido pela defesa dos trabalhadores de TI de Santa Catarina.
A seguir, esclarecemos ponto a ponto as informações falsas divulgadas pelo portal.
1. SOBRE AS ASSEMBLEIAS: A VERDADE DOS FATOS
Assembleia de 16 de outubro — Fake news sobre impedimento de entrada
A matéria afirma que filiados teriam sido barrados.
Isso não é verdade.
O que ocorreu foi exatamente o oposto:
- O grupo de oposição invadiu o local da assembleia com mais de 50 pessoas;
- A maioria não fazia parte da categoria nem era filiada, algo totalmente incompatível com um processo deliberativo interno;
- O grupo intimidou filiados e a direção, gerando insegurança e tumulto;
- O clima criado por essa invasão tornou impossível a continuidade dos trabalhos, obrigando a direção a suspender a assembleia.
Todo esse episódio está devidamente documentado em imagens e vídeos.
Nenhum filiado habilitado foi impedido. Quem criou o caos foi exatamente quem agora tenta se passar por vítima.
Assembleia de 29 de outubro — Fake news sobre seguranças e impedimentos
O portal afirma que a contratação de seguranças serviu para barrar filiados.
Outra informação falsa.
A presença de seguranças teve um único objetivo:
– Garantir que os filiados pudessem entrar, participar e votar com segurança — sem novas invasões de não filiados.
– Nenhum filiado foi impedido, incluindo o próprio Gabriel Radamés, citado na matéria, que participou normalmente, até decidir abandonar a reunião, antes de qualquer deliberação.
O que o grupo de oposição pretendia era repetir a ação da assembleia anterior:
entrar em massa com pessoas não filiadas para tumultuar mais uma vez.
O SINDPD/SC agiu para defender o direito dos trabalhadores — não para restringi-lo.
2. SOBRE A ASSEMBLEIA DE 02/12 — FORMATO E HORÁRIO
A crítica ao formato presencial e ao horário parte novamente de premissas falsas.
– Todas as assembleias eleitorais do SINDPD/SC sempre foram presenciais, por razões de segurança jurídica e lisura.
– Assembleias virtuais para fins eleitorais exigem reforma estatutária, que ainda não foi realizada.
– O horário e o local seguem parâmetros históricos adotados pela entidade ao longo de diversos processos.
A narrativa de que o objetivo seria “impedir participação” é política e não corresponde aos fatos.
3. SOBRE AS FILIAÇÕES — MAIS UMA FAKE NEWS
O portal também afirma que o sindicato estaria dificultando novas filiações.
O caso citado na matéria demonstra exatamente o contrário:
- O trabalhador enviou os dados para filiação no local errado.
- A entidade esclareceu o procedimento correto, conforme é padrão.
- A funcionária enviou novamente o link, facilitando o caminho.
- O próprio trabalhador decidiu não prosseguir.
Não houve:
- Recusa
- Impedimento
- Dificuldade criada pela direção
A filiação no SINDPD/SC é livre, simples e democrática. O que houve foi a utilização política de uma pessoa para criar narrativa falsa.
4. SOBRE OS DESCONTOS — A FALÁCIA DOS 14%
A matéria afirma que os trabalhadores filiados teriam um desconto anual equivalente a “14% do salário base”.
Isso é absolutamente falso.
Os fatos:
- A mensalidade é 1% do salário base, aprovada em assembleia da categoria.
- A contribuição assistencial de 2% não é obrigatória.
- Filiados são isentos automaticamente dessa contribuição.
O portal adotou números inflados e irreais repassados pela oposição para tentar criar escândalo onde não existe.
5. SOBRE A DECISÃO JUDICIAL E O NOVO CALENDÁRIO
O portal tenta insinuar irregularidades ou “fraudes” no processo eleitoral.
Isso é, além de irresponsável, totalmente infundado.
– A decisão judicial não aponta fraude, nem insinua qualquer desvio de conduta.
– O sindicato cancelou o processo anterior para cumprir integralmente a determinação.
– Já foram protocolados:
- proposição de novo calendário, atendendo todos os requisitos do estatuto
- novo edital,
- novas datas,
- novo cronograma, tudo dentro da legalidade e dos prazos definidos pela Justiça.
O SINDPD/SC segue cumprindo rigorosamente todas as determinações judiciais.
6. QUEM GANHA COM ESSA MATÉRIA?
A categoria precisa refletir:
Por que um portal do Rio de Janeiro sem cobertura habitual do setor de TI catarinense publica uma matéria baseada integralmente em versões da oposição e com tamanha pressa para colocá-la no ar?
As respostas aparecem quando observamos:
- o interesse de grandes empresas de fora do estado;
- a atuação de entidades externas;
- a circulação de recursos aparentemente ilimitados para advogados, campanhas e produção de conteúdo;
- trabalhadores que, curiosamente, parecem estar liberados por empresas privadas para fazer campanha em horário de expediente, algo nunca visto no setor.
Tudo isso indica uma operação maior, articulada e com recursos, cujo objetivo central não é democratizar o sindicato — é assumi-lo para servir a interesses empresariais, não aos trabalhadores.
CONCLUSÃO
O SINDPD/SC seguirá firme, responsável e transparente, defendendo a categoria da tecnologia da informação de Santa Catarina com independência e coragem.
Reafirmamos:
– Cumprimos a decisão judicial
– A assembleia vai deliberar sobre o novo calendário apresentado ao judiciário
– Garantimos a participação dos filiados
– Não dificultamos filiações
– Não realizamos descontos abusivos
– Não praticamos qualquer irregularidade
E repudiamos veementemente qualquer tentativa de manipulação midiática, difamação ou ingerência externa em nossa entidade.
O SINDPD/SC não se intimida.
O SINDPD/SC não será capturado.
O SINDPD/SC permanece ao lado de quem realmente importa: os trabalhadores e trabalhadoras da TI de Santa Catarina.
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