
Contar a própria história é um ato de resistência.
Nos dias 18 e 19 de outubro, a Casa de Passagem Indígena e Ponto de Cultura Goj Tá Sá realiza mais uma edição da Feira da Resistência Indígena de Florianópolis, com o lançamento do terceiro painel do Mini Museu Cultura Viva Goj Tá Sá, que traz ao público a verdadeira história da presença indígena na Ilha — do passado ao presente — contada pelos próprios povos que moldaram este território.
O novo painel reafirma a Goj Tá Sá como um dos mais importantes espaços de memória, educação e difusão da cultura indígena no sul do país. A curadoria é conduzida por lideranças das etnias Kaingang, Xokleng e Guarani Mbyá, que, junto à equipe técnica do projeto Fomento à Cultura Ancestral em Floripa, vêm desenvolvendo uma metodologia inédita de cartografia social e construção coletiva de narrativas.
A cada edição, o Museu Cultura Viva Goj Tá Sá se consolida como um espaço de diálogo entre saberes, promovendo o reencontro da cidade com suas origens e a reinterpretação da história local a partir das memórias vivas dos povos indígenas. Essa pedagogia territorial cumpre um papel essencial na implementação da Lei nº 11.645/2008, que determina o ensino da história e cultura indígena nas escolas.
A programação da feira promete uma verdadeira imersão cultural:
Cine Goj Tá Sá, com exibição do filme “A Jornada de Piatã” — produção de ficção realizada pela Rockset Filmes com atuação da comunidade Tekoá Tava’i (Canelinha/SC); Mutirão de reflorestamento do Bosque Goj Tá Sá, com a doação de 600 mudas nativas da Mata Atlântica pela Apremavi;
Apresentações culturais do coral Guarani Mbyá Nhe’? Ambá, formado por crianças e jovens da Tekoá Tava’i;
Sarau de Músicas de Reza, rodas de conversa, feira de artesanatos, comidas típicas e vivências agroecológicas.
Além da feira e do painel, a Goj Tá Sá mantém visitas guiadas de escolas, ações de agrofloresta e a construção de um museu vivo e interativo — expressão concreta da presença e da resistência indígena na cidade.
O projeto é executado pela Associação Laboratório Terra Orgânica, em parceria com a Associação Indígena Ponto de Cultura Goj Tá Sá.
Os recursos são provenientes de emenda parlamentar da Mandata Bem Viver, por meio da Secretaria Municipal de Licitações, Contratos e Parcerias de Florianópolis. O trabalho segue até dezembro, com a realização de novas feiras, programação cultural contínua
e o lançamento de um novo painel a cada mês. Ao final, será composto um museu vivo, interativo e educativo, expressão da força e da continuidade dos povos indígenas na capital catarinense.
“Recontar essa história é um ato de autonomia cultural e pedagógica. É reconhecer que os povos indígenas seguem aqui, produzindo, ensinando e reconstruindo o sentido do que é viver bem nesta ilha.”
— Cíntia Mendonça, supervisora do projeto Fomento à Cultura Ancestral.
Serviço
Feira da Resistência Indígena e lançamento do 3º Painel do Mini Museu Cultura Viva Goj Tá Sá
18 e 19 de outubro de 2025
Das 9h às 18h
Casa de Passagem Indígena e Ponto de Cultura Goj Tá Sá
Av. Prefeito Waldemar Vieira, 848 – Saco dos Limões – Florianópolis/SC Entrada gratuita e aberta ao público
Instagram: @goj_ta_sa
Assessoria de Imprensa: Ecomonja Comunica – Camila Cabrera – (51) 99976-4223
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