Ex-primeiro-ministro da França fala após a sua renúncia

O ex-primeiro-ministro da França, Sebastien Lecornu, se pronunciou sobre sua renúncia ao cargo nesta segunda-feira (6), afirmando que não é possível continuar na função “quando as condições não são adequadas”.

Em discurso, ele disse que estava “disposto a fazer acordos”, mas acusou setores políticos de “fingirem não ver progressos”. Lamentou o “zelo partidário” de alguns grupos na preparação para as eleições presidenciais e criticou a falta de uma composição “fluida” em seu governo.

Lecornu descreveu a função como uma “tarefa difícil, provavelmente ainda mais difícil neste momento” e afirmou que as circunstâncias atuais “não são as ideais” para governar.

O Palácio do Eliseu confirmou a renúncia, tornando Lecornu o quinto primeiro-ministro da França desde 2022, quando Emmanuel Macron iniciou seu segundo mandato. Com apenas 27 dias no cargo, ele teve o mandato mais curto da história da Quinta República Francesa, criada em 1958.

Nomeado em 9 de setembro, Lecornu enfrentou críticas da oposição e da direita após anunciar no domingo (5) que seu gabinete seria formado principalmente por ex-ministros e aliados do presidente. Era previsto que Lecornu apresentasse, na terça-feira (7), uma declaração de política geral à Assembleia Nacional.

A renúncia inesperada do primeiro-ministro intensifica a crise política no país e provocou forte reação nos mercados: bolsas francesas e o euro registraram quedas significativas após o anúncio.


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