
- PretA-à-Porter
De 16 a 20 de setembro, Florianópolis será palco do 3º Encontro Internacional Pós-Colonial e Decolonial (EPD), consolidado como um dos mais importantes espaços de diálogo entre universidade e sociedade sobre temas como arte, antirracismo, culturas indígenas e afro-diaspóricas.
Promovido pelo AYA – Laboratório de Estudos Pós-Coloniais e Decoloniais da FAED/UDESC e pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), o evento integra as comemorações dos 60 anos da Universidade e tem como tema “Artivismos e Antirracismos no Giro da História”.
A programação terá conferências, simpósios, apresentações culturais, exposições de arte e feira, distribuídos por diversos espaços da cidade, com entrada gratuita. A abertura do evento será em 16 de setembro, às 9h, no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC). As inscrições para o público geral, com emissão de certificado, estão abertas até 12 de setembro.
Diálogos Contemporâneos
As conferências, chamadas de “Diálogos Contemporâneos”, acontecem no TAC e reúnem nomes de referência intelectual e política para a produção, divulgação e circulação de conhecimento e da cultura africana, afro-diaspórica e indígena.
16/09 (10h) – Artes e histórias entre Áfricas e suas Diásporas
16/09 (14h) – Artes, histórias e futuros possíveis
17/09 (14h) – Territórios, direito e pertencimento
17/09 (18h15) – Memórias de Terreiros de matriz africana na Grande Florianópolis
18/09 (14h) – Artes, cânones e patrimônios
18/09 (17h30) – Artes e histórias: imaginando Áfricas e Orientes
19/09 (14h) – Decolonialidade combativa e pensamento afrodiaspórico
Simpósios Temáticos
De 17 a 19 de setembro, das 8h às 12h, o Centro de Ciências Humanas e da Educação (FAED/UDESC) recebe os Simpósios Temáticos — apresentações orais, performances, música e audiovisual em simpósios que tratam de temas como:
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“Agenciamentos afro-diaspóricos e indígenas em Abya Yala”: para reescrever a história com o protagonismo desses povos.
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“Áfricas e suas conexões”: incentivando o debate sobre o continente a partir de diferentes perspectivas.
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“Artivismo africano, afro-diaspórico e indígena e a (re)escrita da História”: a arte como forma de contar histórias que não estão nos livros oficiais.
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“ERER 1 e 2: Histórias, artes e culturas afro-indígenas na sala de aula”: para repensar o ensino das relações étnico-raciais e as Leis 10.639 e 11.645.
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“Teorias pós-coloniais e decoloniais nas artes e humanidades: desafios epistemológicos”: análise dos processos históricos de racialização e generificação, com destaque para as resistências e epistemologias produzidas
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“Feminismos plurais: interseccionalidade e decolonialidade”: abordando como a luta das mulheres negras e de outros grupos se conecta com a decolonialidade.
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“Produção de conhecimento e epistemologias ancestrais”: sobre a importância dos saberes indígenas para a academia e a sociedade.
EPD Cultural: Uma celebração da arte e da cultura
O 3º Encontro Internacional Pós-Colonial e Decolonial valoriza a arte como forma de expressão, resistência e construção de um novo mundo, e para isso, preparou uma programação cultural diversificada com música, teatro, exposições e feira em diferentes locais da cidade. As atrações artísticas do 3º EPD são gratuitas e abertas ao público. No entanto, o acesso aos shows e peças teatrais está sujeito à lotação. Recomendamos a chegada antecipada para garantir seu lugar.
Festival ?PÀDÉ: O encontro da música ancestral e contemporânea
“Ìpàdé”, que na língua yorùbá significa “encontro”, é um festival de música que celebra a união de povos, culturas e saberes tradicionais. Dirigido pela ÌLÚ AKIN Produções, o festival traz artistas renomados do Brasil e de outros países. O festival reafirma a diversidade cultural como uma ferramenta de transformação social e um caminho para um futuro mais inclusivo.
Programação de shows no TAC:
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16/09 (17h): Abertura com Ìdòwú Akínrúlí (Nigéria), convidando Otis Selimane (Moçambique) e com participação de Myriam Mwewa (Congo, radicada no Brasil).
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17/09 (17h): Show de Otis Selimane (Moçambique), convidando Ìdòwú Akínrúlí (Nigéria).
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18/09 (16h30): Show de Myriam Mwewa (Congo, radicada no Brasil), convidando François Muleka (Congo).
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19/09 (19h30): Show de encerramento com Dandara Manoela (Brasil), convidando Myriam Mwewa, Ìdòwú Akínrúlí e Otis Selimane.
O palco da resistência negra e indígena: mostra de Teatro Abdias do Nascimento
Com curadoria de Leandro Batz, a mostra de teatro tem como objetivo fortalecer a cena cultural negra e indígena de Florianópolis e do Brasil. Os espetáculos articulam a linguagem cênica com a disseminação de conhecimentos africanos, indígenas e afro-diaspóricos, dialogando com as Leis Federais nº 10.639 e nº 11.645, que tratam do ensino de História e Cultura Africana, Afro-Brasileira e Indígena. Serão apresentadas três peças.
Espetáculos:
PretA-à-Porter | 16/09 às 20h
60 minutos | faixa etária livre
Uma performance que usa o teatro para abordar os conflitos e as histórias da população negra.
Percursos: O Último Voo do Menino | 17/09 às 21h
60 minutos | faixa etária livre
Uma peça que celebra a periferia de Florianópolis e reflete sobre o lugar dos jovens negros na cidade.
Não Corre, Menino! | 18/08 às 21h
45 minutos | faixa etária 12 anos | Cia Nosso Olhar
Um espetáculo que denuncia o racismo e a violência que atinge corpos negros, trazendo uma reflexão sobre futuros possíveis.
Circuito de Exposições Poéticas da Relação
O Circuito de Exposições, com curadoria de Juliana Crispe, traz dez exposições (entre individuais e coletivas) que celebram a arte de artistas negros, indígenas e LGBTQIAP+. As obras, que estarão em diversos espaços de Florianópolis entre setembro e outubro de 2025, exploram a ideia de que o contato entre culturas é uma forma de resistência e que a modernidade europeia não é a única forma de existência.
Aqui estão os detalhes de cada exposição:
– “daSilva” – Fundação Cultural Badesc | 16/09 a 02/10, das 13h às 19h
– “Raízes Ancestrais – Tecendo Memórias, Semeando Futuros” – Galeria Jandira Lorenz (UDESC/CEART) | 01/09 a 03/10, das das 13 às 18h
– “Profunda Parecença” (Valda Costa) – Museu Victor Meirelles | 16/09 a 14/11, das 10h às 18h
– “29ª Projeto Armazém – Arte Menor” – Galeria Pedro Paulo Vecchietti | 15/08 a 26/09, das 12h às 19h
– “Auriflamas – Chamas Douradas” – Hall do Museu da Escola Catarinense | com obras de Abdias Nascimento, Denilson Baniwa, Rosana Paulino, entre outros | Abertura em 15/09
– “Estandartes Subjetivos, Subterfúgios Históricos” – MESC | Artistas: Franzoi, Jan M.O, Priscila dos Anjos, Sérgio Adriano H | A partir de 15/09
– “Mandinga – Antes Outrora Agora” – Memorial Meyer Filho | 05/09 a 30/10, das 12h às 18h
– “Prefácio” – Exposição de Sérgio Adriano H no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC)
– Exposições dos Estudantes do Mont Serrat – MESC | 17/09 a 21/09
– “O Sagrado Africano: a arte YORUBÁ como referência espiritual” – Galeria do Mercado Público | 04/09 a 10/10
– “Afrogeografias: raízes em trânsito” – UFSC, bloco B do CCE | 19/08 a 19/09
Feira Armazém Coletivo Elza
O evento também promove a Feira Armazém Coletivo Elza — espaço para a valorização de artistas e empreendedores do coletivo de mulheres e pessoas não binárias, promovendo a diversidade de gênero, questões étnico-raciais e o empoderamento. A feira é um espaço de trocas, compras e de apoio a projetos que visam a produção de arte, cultura e educação. Ela vai acontecer nos dias 17, 18, 19 e 20, a partir das 9h, no hall da FAED/UDESC, no Itacorubi.
3º Encontro Internacional Pós-Colonial e Decolonial
Tema: “Artivismos e antirracismos no giro da história”
Quando: 16 a 20 de setembro de 2025
Onde: Florianópolis, Santa Catarina
As atrações artísticas do 3º EPD são gratuitas e abertas ao público. No entanto, o acesso aos shows e peças teatrais está sujeito à lotação. Recomendamos a chegada antecipada.
Informações: instagram.com/
Realização: AYA – Laboratório de Estudos Pós-Coloniais e Decoloniais da FAED/UDESC e Universidade do Estado de Santa Catarina
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