Temer encena mais um recuo na reforma da Previdência

Temer encena mais um recuo na reforma da Previdência

Segundo o relator da reforma da Previdência Social, Arthur Maia (PPS-BA), a proposta contemplará o fim da idade mínima para que as pessoas ingressem na regra de transição. A declaração foi dada após reunião no Palácio do Planalto com Michel Temer, ministros e parlamentares da base aliada, nesta terça-feira (11).

A declaração é mais uma tentativa de manobra do governo para tentar aprovar a proposta de reforma. Na proposta original do governo, homens acima de 50 anos e mulheres acima de 45 anos estariam submetidos a uma regra de transição, que daria a esses trabalhadores um “pedágio” de 50% a mais no tempo de contribuição necessário para poder se aposentar.

Até a semana passada, Maia dizia que a idade mínima era um ponto que o governo não abria mão. Agora, de acordo com o relator, o pedágio, que era de 50%, também diminuirá, mas ele não informou para quanto será esse percentual.

Maia disse ainda que o novo texto será apresentado em 18 de abril na comissão especial do Congresso que avalia o assunto, manterá a diferença entre os homens e mulheres na regra de transição.

O governo tem pressa. Na abertura da reunião, Temer disse que é preciso aprovar mudanças nas regras que sejam compatíveis com “aspirações populares”. A afirmação tenta dar um verniz à rejeição que o projeto tem, tanto junto à população como entre os parlamentares, inclusive da base aliada.

Temer e sua equipe econômica afirmam que a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem é uma das medidas para sanear as contas públicas.

“Pouco a pouco vamos acolhendo sugestões, porque evidentemente, quando vem do Congresso Nacional e da Comissão da Câmara dos Deputados, é para aprimorar o projeto, a não desnaturá-lo, e fazendo compatível com aspirações populares. Sei o quanto o tema é difícil”, declarou Temer.

Nesta segunda-feira (10), já havia ocorrido uma outra reunião sobre o tema, com os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, e do Planejamento, Dyogo Oliveira. Depois de três horas de reunião, não foi possível estabelecer o consenso.

Fonte: Portal Vermelho. 

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