Reflexões de um judeu que se odeia a si próprio

Publicado em: 12/10/2011 às 12:44
Reflexões de um judeu que se odeia a si próprio

Por Saul Landau.

Faz sessenta e três anos, a maioria dos judeus ficava feliz pelo nascimento de Israel. Alguns pensavam que se tornaria no lugar onde surgiria uma nova visão de socialismo com justiça e igualdade. Fica claro que nem todos os judeus acreditavam nisso –ou nesses valores.

Mais de seis décadas depois, a ideia de que os palestinos também merecem sua própria nação com fronteiras reconhecidas pela ONU provocou uma reacção de pânico do governo israelense e de seus patrocinadores no mundo todo –incluindo o presidente dos Estados Unidos que se opôs à ideia na ONU no mês passado.

Por que o pânico? Vejam os mapas do território palestino tal como fora traçado pela ONU em 1948 e comparem-no com o que atualmente resta da terra. Os mapas mostram que Israel robou a maior parte –para construir assentamentos só para judeus.

Os judeus como meus amigos e eu no mundo inteiro, não queremos emigrar à Terra Prometida (Sião agora é igual a grande parte do território palestino). Não queremos viver entre colonos israelenses, muitos deles farisaicos e muito superiores (escolhidos por Deus?) e alheios ou até orgulhosos do que fizeram aos palestinos.

Décadas de limpeza étnica promovida por Israel –expulsando os palestinos de seus lares, aldeias e terras– abriram o caminho às grandes urbanizações só para judeus em terras palestinas. Aqueles que denunciam esses roubos ilegais de terra são tildados de “antisemitas”.

Israel, em outros tempos uma terra de kibbutzim igualitários, virou uma nação agressiva e direitista dirigida pela a ortodoxia religiosa e ansiosa por mais territórios. Vejam o mapa.

Os amigos no estrangeiro se perguntam como um governo direitista israelense e seu clube de admiradores nos EUA (o parlamento israelense, Comitê de Ação Política Israel Norteamericano e seus derivados) converteram o Congresso dos EUA em seguidores cegos e o presidente em um servente submiso.

O presidente Obama ficou desacreditado e desacreditou seu cargo quando cedeu diante dos patrões de Israel ao ameaçar com vetar no Conselho de Segurança da ONU o reconhecimento da Palestina como Estado. Seu status global diminuiu. O mundo árabe em especial foi testemunha de como ou outrora todopoderoso Estados Unidos cumpriu as demandas de Israel –muito longe da pretensão de liderança imparcial em um processo de paz verdadeiro.

Como Obama pode esperar que alguém acrediteque ele promoverá um plano de paz? O primeiro ministro israelense Netanyahu continua usando essas palavras enquanto expande os assentamentos em território palestino. O plano de Obama parece equivaler a continuar a sua obediência às demandas de uma nação amplamente condenada pela ONU.

Aliás, em setembro Washington enviou para Israel bombas destrutoras de bunkers. Washington continua insistindo em deter a inexistente ameaça nuclear do Irã enquanto ignora o verdadeiro potencial de Israel para fazer um dano incomensurável à região e o mundo.

Após décadas de luta palestina, Obama na sua fala implica que esse povo não está pronto para ter seu próprio Estado ou não o merece. Quer dizer que é inferior aos judeus? Significa que Washington reconhecerá o território roubado (ocupado) como propriedade oficial israelense? Justifica o status de segunda classe dos palestinos cidadãos de Israel e a condição colonial dos que se encontram em territórios ocupados? A implicação claramente es que sí.

Gracas a seu servilismo ante Israel, combinado com acontecimentos no mundo árabe. Obama presidiu o fim da dominação dos EUA na região os árabes lambecus (Mubarak do Egito e Ali de Túnez) passaram à lixeira da história. O rei da Jordânia e os sauditas e kuwaitianos que tudo o aceitam já não podem obedecer os ditados de Washington e têm a esperança de reter um mínimo de respeito de parte de sus próprios povos.

Frases da retórica jornalística como “processo de paz”, “Camp David” e “Acordos de Oslo” se esquecerão ou se tornarão piadas de mal gosto.

O que Israel e aparentemente Washington temem é um Estado que parece um queijo suíço, porcões de terra cortadas por grandes assentamentos israelenses patrulhados por soldados israelenses e sem acesso independente a sua própria água, exército o sequer aeroportos.

Israel tem o direito a existir? Existe. Tem 200 armas nucleares. A pergunta é: pode a maioria das nações e dos povos obrigar Israel (e os EUA) a permitir a existência da Palestina?

Diante de tal pergunta, o governo israelense e seu clube de admiradores gritam “antissemitismo”, uma resposta a toda crítica a Israel. Por isto, eu e milhares mais ganhamos o título de “judeus que se odeiam a si mesmos”. Nessa lista vocês encontrarão Noam Chomsky e Woody Allen. http://www.masada2000.org/list-L.html

Uma característica que ajudou os judeus a sobreviverem a tantos séculos de perseguição foi sua capacidade de rir de si próprios. Os expansionistas de Israel, logicamente, podem seguir fazendo piadas de mal gosto sobre a ocupação dos territórios palestinos.

Versão em português: Tali Feld Gleiser.

Reflexiones de un judío que se odia a sí mismo

Por Saul Landau.

Hace sesenta y tres años, la mayoría de los judíos se regocijaba por el nacimiento de Israel. Algunos pensaban que se convertiría en el lugar donde surgiría una nueva visión de socialismo con justicia e igualdad. Claramente, no todos los judíos creían eso –o en esos valores.

Más de seis décadas después, la idea de que los palestinos también merecen su propia nación con fronteras reconocidas por la ONU ha provocado una reacción de pánico del gobierno israelí y de sus patrocinadores en todo el mundo –incluyendo al presidente de Estados Unidos que se opuso a la idea en la ONU el mes pasado.

¿Por qué el pánico? Vean los mapas del territorio palestino tal como fue trazado por la ONU en 1948 y compárenlo con lo que queda actualmente de la tierra. Los mapas muestran que Israel se ha robado la mayor parte –para construir asentamientos solo para judíos.

Los judíos como mis amigos y yo en todo el mundo, no queremos emigrar a la Tierra Prometida (Sión ahora es igual a gran parte del territorio palestino). No queremos vivir entre colonos israelíes, muchos de ellos farisaicos y muy superiores (¿escogidos por Dios?) y ajenos o incluso orgullosos de lo que han hecho a los palestinos.

Décadas de limpieza étnica promovida por Israel –expulsando a los palestinos de sus hogares, aldeas y tierras– abrieron el camino a las grandes urbanizaciones solo para judíos en tierras palestinas. Los que denuncian esos robos ilegales de tierra son tildados de “antisemitas”.

Israel, en otros tiempos una tierra de kibbutzes igualitarios, se ha convertido en una nación agresiva y derechista dirigida por la ortodoxia religiosa y deseosa de más territorios. Vean el mapa.

Los amigos en el extranjero se preguntan cómo un gobierno derechista israelí y su club de admiradores en EE.UU. (el parlamento israelí, Comité de Acción Política Israel Norteamericano y sus derivados) han convertido al Congreso de EE.UU. en ciegos seguidores y al presidente en un sirviente sumiso.

El presidente Obama se desacreditó y desacreditó su cargo cuando cedió ante los patronos de Israel al amenazar con vetar en el Consejo de Seguridad de la ONU el reconocimiento de Palestina como estado. Su status global disminuyó. El mundo árabe en especial fue testigo de cómo el otrora todopoderoso Estados Unidos cumplió las demandas de Israel –muy lejos de la pretensión de liderazgo imparcial en un proceso de paz verdadero.

¿Cómo puede esperar Obama que alguien crea que él promoverá un plan de paz? El primer ministro israelí Netanyahu continua usando esas palabras mientras expande los asentamientos en territorio palestino. El plan de Obama parece equivaler a continuar su obediencia a las demandas de una nación ampliamente condenada por la ONU.

Es más, en septiembre Washington envió a Israel bombas destructoras de bunkers. Washington continúa insistiendo en detener la inexistente amenaza nuclear de Irán mientras ignora el verdadero potencial de Israel para hacer un daño inconmensurable a la región y al mundo.

Después de décadas de lucha palestina, Obama ha implicado que ese pueblo no está listo para tener su propio estado o no lo merece. ¿Está implicando él que es inferior a los judíos? ¿Significa que Washington reconocerá el territorio robado (ocupado) como propiedad oficial israelí? ¿Justifica el status de segunda clase de los palestinos ciudadanos de Israel y la condición colonial de los que se encuentran en territorios ocupados? La implicación claramente es que sí.

Gracias a su servilismo ante Israel, combinado con sucesos en el mundo árabe. Obama ha presidido el fin de la dominación de EE.UU. en la región. Los árabes lameculos (Mubarak de Egipto y Alí de Túnez) han pasado al basurero de la historia. El rey de Jordania y los aceitosos saudíes y kuwaitíes ya no pueden obedecer los dictados de Washington y tienen la esperanza de retener un mínimo de respeto de parte de sus propios pueblos.

Frases de la retórica periodística como “proceso de paz”, “Camp David” y “Acuerdos de Oslo” se olvidarán o se convertirán en chistes de mal gusto.

Lo que Israel y aparentemente Washington temen es un estado que parece un queso suizo, porciones de tierra cortadas por grandes asentamientos israelíes patrullados por soldados israelíes y sin acceso independiente a su propia agua, ejército o tan siquiera aeropuertos.

¿Tiene Israel el derecho a existir? Existe. Tiene 200 armas nucleares. La pregunta es: ¿puede la mayoría de las naciones y de los pueblos obligar a Israel (y a EE.UU.) a permitir la existencia de Palestina?

Ante tal pregunta, el gobierno israelí y su club de admiradores chillan “antisemitismo”, una respuesta a toda crítica a Israel. Esto me ha ganado a mí y a miles más el título de “judíos que se odian a sí mismos”. En esa lista ustedes encontrarán a Noam Chomsky y a Woody Allen. http://www.masada2000.org/list-L.html

U n rasgo que ayudó a los judíos a sobrevivir a tantos siglos de persecución fue su capacidad de reírse de sí mismos. Los expansionistas de Israel, por supuesto, pueden seguir haciendo chistes de mal gusto acerca de la ocupación de los territorios palestinos.

 

 

 


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