Projeto Escola sem Partido é protocolado na Câmara

Publicado em: 17/08/2017 às 12:20

Mandato combaterá essa tentativa de retrocesso

Em ato com pouco menos de uma dúzia de manifestantes, alguns trajando camisetas de apoio a Jair Bolsonaro, o Movimento Brasil Livre (MBL) entregou nesta terça-feira (15) um anteprojeto da proposta “Escola Sem Partido” ao vereador Miltinho Barcelos (DEM), protocolada no mesmo dia. Ainda não tivemos acesso ao texto do projeto, mas nacionalmente a proposta tem como base evitar uma suposta doutrinação política, religiosa e ideológica nas escolas e sugere o monitoramento dos professores. De cunho abertamente intolerante, a chamada Lei da Mordaça criminaliza a liberdade de cátedra perseguindo os professores e mostra profunda ignorância ao atacar pensadores brasileiros como Paulo Freire. Ministério Público Federal, Procuradoria-Geral da República, a Advocacia-Geral da União e o ministro do STF Luis Roberto Barroso já deram parecer de inconstitucionalidade à Escola Sem Partido por ferir princípios da Constituição Federal e também a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, mas alguns movimentos ligados ao golpe de 2016 insistem em apoiar esse tipo de retrocesso.

Não nos surpreende que esse movimento seja apoiado por segmentos abertamente racistas, homofóbicos, intolerantes e intervencionistas. Atacam o debate sobre o gênero, as religiões de matriz africana, o livre pensamento e a liberdade de ensinar e de aprender. Combateremos esse anacronismo e não recuaremos na defesa dos que acreditam que a educação deve ser democrática, plural, participativa e crítica.

Nas fotos, filiados do Partidos dos Trabalhadores questionam os integrantes do MBL.

(Com PT – Floripa do lado esquerdo do peitoSINTE-SC | Unidos Pela EducaçãoSintrasem FlorianópolisJPT – Juventude do PT Floripa,Conselho Municipal de EducaçãoConselho Municipal De Direitos De Lgbt,Grupo ACONTECE – Arte e Política LGBT).

 

Fonte: Lino Peres 

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