Pela Defesa da Natureza, Pela Liberdade de Expressão!

Publicado em: 22/08/2010 às 18:23
Pela Defesa da Natureza, Pela Liberdade de Expressão!

Somos todos Ambientalistas

Fonte:m sosfaroldesantamarta.blogspot.com

Não é de hoje que o meio ambiente sofre conseqüências da postura predatória do ser humano, que, no afã de satisfazer todas suas necessidades (reais e/ou artificialmente produzidas), praticamente desconsidera limites. A partir da chamada revolução industrial (século XVIII), a escala de produção de mercadorias passou a crescer mais e mais, entretanto, sem considerar adequadamente a necessidade de preservação do meio ambiente, notadamente no que se refere à capacidade de suporte e regeneração da natureza. Em contraposição à lógica destrutiva do atual modelo de produção e consumo, milhares de pessoas no mundo inteiro têm se mobilizado em defesa da preservação/conservação do meio ambiente, sem perder de vista a necessidade de justiça social. Quando lutamos em defesa do meio ambiente nada mais fazemos do que atender a Constituição Federal de 1988, que dispõe sobre a liberdade de expressão e associação (art. 5°) e a defesa e preservação do meio ambiente (art. 225), entre outros Direitos Coletivos e Difusos. Se por um lado existem atos que causam degradação ambiental e/ou supressão de direitos sociais, por outro, porém, existem pessoas que lutam pela defesa e ampliação dos direitos socioambientais. Sendo o direito ao protesto um instrumento legítimo de qualquer pessoa ou grupo, ainda mais diante de circunstâncias que evidenciam violação a direitos coletivos e difusos, não se justifica a perseguição daqueles/as que lutam em favor da causa ambiental. Nesse contexto, percebemos várias iniciativas nefastas de tentativa de criminalização dos movimentos socioambientais, por vezes respaldadas pelo poder estatal, como parte da estratégia dos detentores do grande capital para intimidação e desqualificação daqueles/as que lutam em prol da implementação dos direitos fundamentais e pelo fim das desigualdades sociais. No Ceará a situação é semelhante ao que ocorre no restante do país. Pessoas honradas como Jeovah Meireles, Daniel Fonsêca, João Alfredo, João Luís Joventino, Gerson Boaventura, Maria Amélia e Vanda Claudino Sales vêm sofrendo as mais diversas perseguições e tentativas de censura, por manifestarem opiniões em relação aos danos causados ao meio ambiente por empresas privadas ou por omissão de pessoas que representam órgãos estatais que deveriam proteger o meio ambiente. Recentemente, movimentos como o Salvem as Dunas do Cocó, SOS Cocó, Movimento dos Conselhos Populares, Frente Popular Ecológica de Fortaleza, entidades como o Instituto Brasil Verde, a Associação dos Geógrafos Brasileiros_AGB-Fortaleza e até condomínios do bairro Cocó, assim como a advogada e ambientalista Nayanna Freitas, são réus numa ação denominada de Interdito Proibitório com pedido de indenização. Esse fato se deu em virtude das atividades realizadas no intuito de impedir a implantação de um loteamento não licenciado, numa área verde de quinze hectares conhecida como Dunas do Cocó. O que chama atenção nessa situação é que nem todos os movimentos e entidades acima citados participaram das manifestações contra a implantação do referido empreendimento. Ou seja, estão sendo processados preventivamente para que não emitam opiniões sobre o caso nem se associem para externá-las no futuro, sob pena de pagar indenização. Em resumo, há uma tentativa de silenciar e criminalizar os movimentos, pessoas e entidades que trabalham para a preservação de nossas nascentes, matas, dunas, rios, lagoas e pela sobrevivência da vida em condições dignas. Para alcançar esse fim, os grandes grupos econômicos pretendem fazer crer que o exercício dos direitos fundamentais democráticos é, na “verdade”, prática de ilícitos civis ou criminais. Essa inversão perversa se revela de forma nítida nas demandas judiciais, onde quem denuncia a destruição da natureza é tido como réu e quem pratica o ato danoso ao meio ambiente se coloca como vítima ! Por tudo isso, as entidades movimentos, grupos e pessoas da sociedade civil aqui se manifestam CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIOAMBIENTAIS ! Não ficaremos em silêncio quando conquistas históricas, como os direitos de livre expressão manifestação são ameaçados ! Conclamamos a todos e a todas a se unirem a nós, na defesa do meio ambiente e na afirmação de que a livre expressão é um Direito Constitucional de todos !!!

Assinam esta nota (até o momento): Fórum Cearense do Meio Ambiente – FORCEMA; Rede Brasileira de Justiça Ambiental – RBJA; Rede Brasileira de Ecossocialistas; Fórum em Defesa da Zona Costeira do Ceará – FDZCC; Frente Cearense por uma nova Cultura da Água; Frente Popular Ecológica de Fortaleza – FPEF; Movimento SOS Cocó; Movimento Salvem as Dunas do Cocó; Movimento Proparque Rio Branco; Movimento pró Parque Raquel de Queiroz; Grupo de Resistência Ambiental por Outra(s) Sociabilidade(s) – GRÃOS; Instituto Ambiental Viramundo; Instituto Terramar; Rede de Permacultura do Ceará – Rede Permanece; Coletivo 12 Macacos; Núcleo de Agroecologia e Vegetarianismo – NAVE; Movimento dos Conselhos Populares – MCP; Fórum Estadual de Reforma Urbana _ FERU-CE Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB; Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra _ MST-CE; Central dos Movimentos Populares _ CMP-CE; Movimento Nacional por Moradia Popular _ MNMP-CE Movimento de Conjuntos Habitacionais – MCH; Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza – FPEF; Centro de Assessoria Jurídica Universitária – CAJU; Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares_RENAP-CE; Comissão de Direitos Humanos da OAB-CE; Associação dos Geógrafos Brasileiros – AGB; Instituto Brasil Verde; Centro de Assessoria e Pesquisa – Esplar; Rede de Educação Ambiental do Litoral Cearense – REALCE; Associação Brasileira de Organizações não Governamentais – ABONG Regional NE 3; Conselho Pastoral dos Pescadores _ CPP-CE; União das Mulheres Cearenses – UMC; Crítica Radical; Trabalho, Meio Ambiente e Saúde para a Sustentabilidade – TRAMAS; Pastoral do Imigrante – CE; Associação Alternativa Terrazul; Central Única das Favelas _ CUFA-CE; Movimento Cultura de Rua _ MCR–CE; Terra de Direitos – Curitiba/PR; Justiça Global INESC – Brasília/DF; IBASE – Rio de Janeiro/RJ; Associação Nacional de Ação Indigenista – Salvador/BA; FASE Amazônia – Belém/PA; Associação de Defesa Etno-Ambiental Kanindé –Porto Velho/RO; Associação de Moradores de Porto das Caixas – Itaboraí/ RJ; Associação Socioambiental Verdemar – Cachoeira/BA; Banco Temático da RBJA/Fiocruz – Rio de Janeiro/ RJ; Coordenação Nacional de Juventude Negra – Recife/ PE; Coordenação da Pastoral dos Pescadores da Bahia _ CPP-BA; Comissão Pastoral da Terra _ CPT-BA; CRIOLA – Rio de Janeiro/ RJ; Instituto para a Justiça e a Equidade – EKOS – São Luís/MA; Fórum Carajás – São Luís/MA; FUNAGUAS – Terezina/ PI; Instituto da Mulher Negra – GELEDÉS – São Paulo/SP; Grupo Pesquisador em Educação Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) – GPEA – Cuiabá/MT; Grupo ABAKÊ – Salvador/BA; IARA – Rio de Janeiro/ RJ; Instituto Búzios – Salvador/BA; Instituto Oswaldo Cruz – Rio de Janeiro/RJ; Movimento Inter-Religioso (MIR/Iser) – Rio de Janeiro/RJ; Movimento Wangari Maathai – Salvador/BA Grupo de Defesa Ambiental e Social de Itacuruçá – GDASI – Mangaratiba/RJ; Oriashé Sociedade Brasileira de Cultura e Arte Negra – São Paulo/SP; Projeto Recriar – Ouro Preto/ MG; Rede Axé Dudu – Cuiabá/ MT; Rede Matogrossense de Educação Ambiental – Cuibá/MT; Sociedade Ambientalista Mãe Natureza – Alto Paraíso/GO; Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte _ APROMAC-PR; Movimento pelas Serras e Águas de Minas – MG; Assessoria Técnica Popular – Digitatis; Retiro-APA Lagoa Encantada – Ilhéus/BA; ONG Terrae – São Paulo/SP; Centro de Referência do Movimento pelas Águas, Florestas e Montanhas Iguaçu Iterei – Miracatu/SP; ONG Sócios da Natureza _ Araranguá-SC; Instituto de Desenvolvimento Ambiental _ IDA – Brasília/DF; Bicuda Ecológica – Rio de Janeiro; Fórum Carajás – São Luis/MA; Rede Alerta contra o Deserto Verde – Niteroi/RJ; Verdejar – Rio de Janeiro; CEPEDES – Eunápolis/Bahia; Grupo Ambientalista da Bahia _ GAMBÁ – Salvador/BA;FASE NACIONAL – Rio de Janeiro/ RJ; Fórum da Amazônia Oriental – FAOR-PA; Núcleo de Investigações em Justiça Ambiental – NINJA – Universidade Federal de São João del Rei/MG; ONG – RASGAMAR _ Na defesa da Natureza, SC.

Imagem: sosfaroldesantamarta.blogspot.com

4 Comentários para "Pela Defesa da Natureza, Pela Liberdade de Expressão!"

  1. Geraldo de Lima   13/01/2011 at 21:30

    Prezados amigos, peço o seu auxílio para divulgar este nosso esforço para a proteção do Paque Estadual da Cantareira.
    Mesmo sabendo que vcs já estejam acompanhando o caso do trecho norte do rodoanel, agradecemos o apoio. Abrçs
    http://environment.change.org/petitions/view/wildlife_in_danger_-_highway_will_affect_the_cantareira_state_park_-_brazil%09-_rodoanel_sp
    Fico ao seu dispor para ajudar no que for possível, tb.
    Muito grato
    Geraldo

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  2. isabela   22/09/2010 at 13:45

    oi o que é uma natureza?

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  3. edson cubeiro   18/09/2010 at 19:36

    ATENÇÃO!
    O MOVIMENTO TRÂNSITO MAIS HUMANO REALIZARÁ UMA MISSA NA IGREJA DA CANDELÁRIA EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS (CIVIS) DE EXPLOSÕES DE BOMBAS E GRANADAS DO CAMPO DE INSTRUÇÃO DE GERICINÓ, QUE PERTENCE AO EXÉRCITO, , E TAMBÉM PELA MORTE POR POLUIÇÃO DA NASCENTE DO RIO PAVUNA LOCALIZADA DENTRO DO CAMPO GERICINÓ, NO DIA 24 DE SETEMBRO(SEXTA-FEIRA), ÀS 10:30H.
    CONVIDAMOS A TODOS PARA PARTICIPAREM.
    7628-1054
    NOVAS INFORMAÇÕES NO BLOG:
    TRANSITOMAISHUMANO.BLOGSPOT.COM

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  4. Alfredo Henrique Alves   01/09/2010 at 16:42

    Saudações a todos os leitores,

    Por meio deste texto ao qual me dirijo a vocês, gostaria de fazer algumas considerações que me deixa indignado e desanimado, relacionados às questões de problemas ambientais principalmente o caso do efeito estufa.
    Há vários anos trabalho em indústria e sendo eu técnico em química, me senti na obrigação de contribuir para que o setor industrial, tido como grande vilão na questão das emissões de gases de efeito estufa (aquelas que se usam de BPF e Xisto em caldeiras, fornos ou maçaricos) reduzisse esse impacto. Dediquei vários anos de minha vida em pesquisa de uma forma de combustível que fosse menos poluente.
    Após desenvolver um óleo natural feito a base de triglicerídeos animais e vegetais, notei que quando se trata da proteção do meio ambiente muito se fala e pouco se faz. O setor industrial brasileiro não se importa tanto com nosso planeta como se tem noticiado. As empresas mesmo sabendo que não há alterações no custo x benefício e em equipamentos, para o uso de biocombustíveis, não fazem questão de usá-los ou pelo menos experimentarem (claro que existem algumas exceções).
    Além disso, também posso citar a questão de que por alguma razão o nosso governo, ou órgão do meio ambiente são de difícil acesso para este tipo de projeto.
    Anos atrás, nosso país sofreu uma crise no mercado de subprodutos bovino. O sebo bovino nessa época chegou a custar R$ 0,20 o kilograma, sendo usado para queima em caldeiras e maçaricos de secagem de massa asfáltica. Sendo feito um estudo sobre essa prática e mostrando que ela contribuía significativamente para a redução de emissões de gases de efeito estufa. Porém ele se mostrava um pouco falha quanto ao desempenho quando comparado a produtos de origem fóssil. Mas como o sebo é uma matéria prima importante no setor de higiene e limpeza e agora na produção de biodiesel, seu uso in natura para queima industrial ficou inviável devido as suas oscilações de preço.
    Partindo de que algumas indústrias tinham grande interesse em utilizar biocombustíveis, pesquisei durante anos um combustível renovável que se equiparasse em custo x beneficio aos concorrentes de origem fóssil. Sabendo que os combustíveis fósseis geram uma grande quantidade de dióxido de enxofre (SO2), responsável direto pelas chuvas ácidas e monóxido de carbono (CO) que é um gás extremamente tóxico para a saúde humana, além de particulados que impregnam o solo, o lençol freático e até mesmo as coberturas vegetais próximas, fico sem compreender a resistência que encontro ao tentar apresentar minha pesquisa a indústrias. O biocombustível por mim desenvolvido apresenta em sua composição 18% de oxigênio (O2) 12% de hidrogênio (H2) 69,95% de carbono (C). Segundo laudo do IPT ( Instituto de Pesquisa e Tecnologia) esse biocombustível por ser oxigenado decompõe-se durante sua queima apenas em vapor de água (H2O) e dióxido de carbono (CO2), sendo o último fixado pelas plantas que são cultivadas para a sua produção, durante seu crescimento pela fotossíntese, mostra que ele apresenta balanço nulo quanto ao aumento de CO2 na atmosfera.
    Para finalizar gostaria de lhe dizer que me encontro extremamente desanimado por perceber que nem todo mundo se preocupa com a saúde de nosso planeta. Gostaria de contar com o apoio de todos que chegarem a ler esta carta para divulgar essa alternativa de energia.
    Obrigado pela sua atenção.
    Henrique Alves
    Obs.: Para qualquer esclarecimento ou dúvida entre em contato pelo [email protected]

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