Os espetáculos gratuitos do Festival de Curitiba

Imagem – Divulgação.

Entre os dias 26 de março e 7 de abril, passará por vários espaços de Curitiba um de seus principais carros-chefe culturais, o Festival de Curitiba.

De fato, grandes espetáculos, companhias e atores passam por aqui durante o evento. Para a edição de 2019, por exemplo, estão previstas 7 estreias nacionais na categoria “Mostra”.

O prestígio e qualidade do Festival, que merece elogios de muitos lados, muitas vezes não combina com o orçamento de muitos entusiastas das artes cênicas, o que faz com que essas pessoas tenham que filtras suas buscas por espetáculos através da categoria “gratuitos”.

É claro, há muita coisa boa para ser vista sem que o espectador precise pagar pelo ingresso. Por isso, selecionamos aqui algumas informações sobre os espetáculos gratuitos do Festival de Curitiba, quais são e onde encontrá-los.

Como o Festival é dividido por categorias (são nove no total), vamos falar a partir delas.

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O Festival tem várias atrações gratuitas, muitas acontecendo na rua mesmo. Imagem: Paraná Online.

Mostra

Talvez esta seja a principal categoria de espetáculos, sendo aquela que concentra as principais novidades e companhias a se apresentar. Mesmo assim, conta com 4 espetáculos gratuitos.

Fedra: espetáculo da Setra Companhia, é descrito como “inspirado em Amor de Phaedra, de Sarah Kane, pesquisas da Wikipédia e ‘comentários da internet’, a necessidade da reinterpretação do mito se torna mais urgente em tempos mais curtos. Dia do aniversário de Hipólito. Uma celebração. Uma fricção de linguagens. Uma família que interpreta repetidas colisões através do tempo.”

Mais informações sobre, como horários e indicações, podem ser encontrados no site do Festival.

O prestígio e qualidade do Festival, que merece elogios de muitos lados, muitas vezes não combina com o orçamento de muitos entusiastas das artes cênicas.

Orquestra Mundana Refugi: performado por músicos de diversos países, o espetáculo é descrito como surgida “a partir da Orquestra Mundana, composta por músicos profissionais oriundos de várias partes do Brasil e do mundo, que viviam na cidade de São Paulo. Foram centenas de concertos no Brasil e no exterior, com formações variadas, tendo como integrantes ou convidados artistas da Índia, do Japão, do Leste Europeu, de diversos países africanos, do continente americano e do Brasil. Com isso, a cultura brasileira se uniu a muitas culturas, revisitou suas raízes mais profundas, ganhou novos conceitos, influenciou outros povos e se fez presente no mundo.”

Mais informações sobre estão no site do Festival.

Quando Quebra Queimatrabalho da Bom Tempo Produção Artísticas que muito se conecta com nosso tempo, é um “espetáculo construído por estudantes de luta que viveram o processo de ocupações e manifestações do movimento secundarista. Fruto da primavera secundarista, 15 corpos insurgentes deslocam para a cena a experiência que tiveram dentro das escolas ocupadas entre 2015/2016, criando uma narrativa coletiva e comum a partir da perspectiva de quem viveu intensamente o dia a dia dentro do movimento. A peça é uma ‘dança luta’ coletiva construída a partir das experiências reais de cada performer.”

Mais informações sobre estão no site do Festival.

Uma Frase Para Minha Mãe: obra da Cia Teatral do Movimento, é descrita como “um monólogo que encena uma espécie de romance familiar, uma paixão algo incestuosa atravessa a relação de um escritor com sua mãe e, mais especialmente, com a língua materna.”

Mais informações sobre o espetáculo estão no site do Festival.

Imagem do Festival de Curitiba
Espetáculo ‘Fedra’. Imagem: divulgação.

Guritiba

A categoria de espetáculos do Festival voltada para crianças e adolescentes, com obras especialmente produzidas para estes públicos. Há três obras gratuitas que podem ser conferidas no Guritiba:

Gente que brinca: montada em dois locais diferentes, no MON e no Teatro Bom Jesus, esta atração promete muitas oportunidades de brincadeiras: “brinquedos e brincadeiras que não se plugam na tomada para divertir crianças e adultos. Corda, elástico, perna de pau e diversos outros estarão disponíveis para quem quiser se divertir de maneira leve e descontraída”: é o que consta na descrição.

Mais informações no site do festival.

OrKestra MeraKi: com apenas uma exibição programada, a obra é “uma orkestra interativa, formada por oito músicos brincantes, que primam pela sincera relação com o público e transitam com tranquilidade pelo universo cênico e musical. Uma Orkestra de música popular universal, com repertório autoral e versões de músicas tradicionais com arranjos e temas ligados à música balcânica, circense e das fanfarras. Seu nome vem do grego –  MeraKi – que significa fazer com a alma, criatividade e amor, colocando sempre algo de si em algo que esta a fazer”.

Mais informações no site do festival.

RocKids – Clássicos do rock para crianças: o nome da atração já diz muito sobre ela, né? A RocKids é descrita como: “Bbincadeiras, performances e curiosidades sobre o mundo do Rock, além de um repertório que vai contar um pouco da história deste ritmo musical que mudou o mundo 50 anos atrás.  Um momento de interação entre toda a família em um show lúdico e divertido!”

Mais informações no site do festival. 

Imagem do Festival de Curitiba
Gente que Brinca. Imagem: divulgação.

Fringe

Definitivamente a mostra a maior e mais eclética mostra do Festival. São 370 espetáculos de companhias vindas de 13 estados brasileiros e 7 atrações internacionais, da Argentina, Portugal, Chile e Uruguai. A proposta é atender um público heterogêneo, em diversos espaços diferentes, com múltiplas indicações.

Isso faz com que o Fringe seja uma mostra sem curadoria específica. Assim, são 60 espetáculos gratuitos e 196 sob a política “pague quanto quiser” exibidos tanto na rua quanto em teatros e outros espaços.

Como são muitos, não vamos falar aqui dos espetáculos gratuitos do Fringe. Para quem está nos lendo, vale muito a pena dar uma olhada na página da mostra para ver detalhes sobre as atrações.

Apenas estas três categorias possuem espetáculos gratuitos. Mesmo assim, existem dezenas e dezenas de obras que podem ser vistas de graça nas quase duas semanas do Festival.

Fique de olho no site do evento para mais informações sobre as peças. Para mais eventos culturais gratuitos em Curitiba, é só ficar de olho na coluna “Zero Pila”.

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