O resultado do primeiro mês da reforma trabalhista é 12,3 mil empregos a menos

O saldo de empregos formais no Brasil em novembro ficou negativo, com redução de 12.292 vagas. Em relação a outubro, houve redução de 0,03%, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho. Os dados já consideram as novas formas de contratação estabelecidas pela reforma trabalhista do governo Temer, que entrou em vigor no início de novembro.

“Nos 11 meses do ano, oito foram positivos [com geração de emprego]”, disse o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, na tentativa de minimizar os dados.

Nos últimos 12 meses, o saldo é negativo, com redução de 178.528 postos de trabalho, uma retração de 0,46%. Entre as retrações, estão a indústria de transformação, que fechou 29.006 empregos; a construção civil, que reduziu 22.826 vagas; setor agropecuário, que gerou saldo negativo de 21.761 vagas e setor de serviços, que fechou 2.972 postos de trabalho.

O setor de comércio (tanto atacadista quanto varejista) registrou saldo positivo, com a criação de mais de 68 mil vagas. Segundo o Minstério do Trabalho, as festas de fim de ano, que aqueceram as vendas, foram o motivo desse resultado.

O Caged também analisou a média salarial do ano e do mês de novembro. No último mês, o salário médio de admissão no país ficou em R$ 1.470,08, enquanto o de demissão foi de R$ 1.675,58. Na comparação com outubro, houve aumento de 0,39% no salário de contratação e de 0,02% no de demissão.

Regiões

A região que mais criou vagas formais em novembro foi a Sul, com 15.181 postos. A Região Nordeste abriu 3.758 vagas. As demais regiões registraram saldo negativo: Sudeste (-16.421), Centro Oeste (-14.412) e Norte (-398).

Fonte: Fórum

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