Mercado Alternativo desponta como opção de comércio local e artesanal em Porto Alegre

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Por Débora Fogliatto. Com a intenção de aproximar o produtor, vendedor e o consumidor foi criado o Mercado Alternativo, feira de produtos artesanais que acontece bimestralmente em Porto Alegre. A iniciativa levanta a bandeira do “compro de quem faz” e une cerca de 40 artesãos, estilistas, novas marcas, shows e artistas urbanos, em um casarão histórico da Rua dos Andradas, no centro da cidade.

O Mercado Alternativo surgiu quase por acaso: as organizadoras, Aline Ebert e Jade Primavera, conheceram-se no Brique dos Desapegos, no bar Ocidente, onde vendiam as peças de seus brechós, ambos com viés vintage. Elas trabalham tanto revendendo roupas vintage quanto fazendo figurino para teatro, cinema e produções de moda. “Não eram tantos que trabalhavam com vintage, então tive a oportunidade de começar uma feira na Casa de Cultura Mario Quintana, que é o Mercado Vintage, e convidei a Jade para fazer a organização comigo”, contou Aline.

Mais do que co-irmão do Mercado Vintage, como as organizadores definem, o Alternativo é praticamente um filho do primeiro. Com o sucesso da iniciativa, que está completando um ano, marcas e artesãos começaram a procurar as organizadoras para participar, mas muitas não se encaixavam na temática. “Pensamos em deixar o vintage segmentado, só gente que faz produtos novos a partir de roupa antiga. Algumas marcas novas que fazem roupa retrô queriam participar do mercado vintage, mas retrô é roupa nova feita com cara de antigamente”, explicou ela. A partir daí, nasceu o Mercado Alternativo, em dezembro de 2014.

As organizadoras conheceram, a partir dos eventos na CCMQ, Ciro Comiran, que comprou o casarão amarelo na Rua dos Andradas, na frente da Casa. “Ele comprou essa casa que estava caindo ali na Andradas, reformou. Ele mora em uma parte e, na outra, as salas estão para locação, mas ele não queria locar para qualquer projeto, até para fazer um chamariz para a casa histórica”, relatou Aline. Na área externa, uma garagem, ficam cerca de 15 expositores, que em geral são marcas mais artesanais, enquanto na interna, um salão de festas, ficam mais cerca de 30, focados em moda sustentável, além do bar com comidas e bebidas.

Neste sábado (18), acontece a quarta edição do evento, que é intercalado ao Mercado Vintage. “O mais legal é essa atitude política de consumo consciente. É fácil ir no shopping e comprar umas roupas, mas comprando dessas pessoas se gasta o mesmo ou menos, mas compra de alguém conhecido. Não é um produto importado ou feito em condições desconhecidas”, aponta a organizadora.

Forma de difundir trabalho

Os expositores Giovani Paim, fotógrafo e empreendedor da Enfotaria, fotoprodutos alternativos, e Aline Ferreira, da Line Boinas e Chapéus, veem no Mercado Alternativo uma boa oportunidade para difundirem seus produtos e serem mais conhecidos na cidade. Enquanto o primeiro está começando o negócio de comercialização de ímãs, adesivos, caixas decorativas e posteres a partir de fotos, a segunda está no ramo das confecções de boinas há cerca de 10 anos.

Giovani é fotógrafo e, com a ideia de difundir seu trabalho, pensou em confeccionar produtos, especialmente com imagens de Porto Alegre. “Eu participo desde o início, o evento dá um retorno legal e gera muito papo com gente bacana, proporcionando reenontros e conversas legais”, conta. Ele começou a expor no Mercado Alternativo por conhecer Aline há mais de dez anos e também já ter participado do Brique de Desapegos, onde ela e Jade se conheceram.

Já Aline Ferreira começou sua produção fazendo boinas para si mesma e amigos começaram a pedir, o que a levou a comercializar. Ela adquire os materiais a partir de fornecedores já conhecidos, produzindo tanto boinas de verão, com algodão, como de inverno, com lã. “Ninguém faz chapéu sob medida, que é o meu diferencial. A pessoa pode escolher o chapéu do tamanho, formato e cor que quiser, estiliza seu produto. E 90% do meu público é masculino, ninguém mais faz isso para homens”, aponta.

A maioria do público dela é de fora do Rio Grande do Sul, então o Mercado Alternativo é uma opção para que ela passe a ser conhecida em sua cidade. “Ninguém imagina que eu que faço, quem vê pensa que revendo. Então é interessante pela divulgação”, considera.

Serviço

O Mercado Alternativo acontece neste sánado (18), das 13h às 20h, e, além das exposições, contará com um curso de yoga, lancheria vegana, cachaçaria e cervejaria artesanal para venda. O evento acontece na Rua dos Andradas, 673.

Foto: Reprodução/Sul 21

Fonte: SUL 21

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