Mauricio Macri e seu plano perfeito

Por Débora Mabaires, Buenos Aires, para Desacato.info.OK

Tradução: Tali Feld Gleiser, para Desacato.info. (Port./Esp.)

Nas últimas semanas os argentinos estamos vivenciando jornadas de angústia, porque vemos como, irremediavelmente, o país está afundando.

Faz dois anos que estão armando uma crise econômica que não existia. Abrir as importações para que compitam com os produtos nacionais; reduzir as taxas de importação; tirar os impostos aos exportadores de commodities; baixar os impostos aos bens pessoais, que é o imposto que pagam os ricos; aumentos de tarifas e combustíveis que põem a indústria e o comércio de joelhos, e outras medidas tendentes a desindustrializar e a baixar o preço dos salários para justificar a reforma da lei de contrato trabalhista e a lei da previdência.

Agora armaram também uma crise financeira. 

Em março, Christine Lagarde, a diretora do Fundo Monetário Internacional, no seu passo por Buenos Aires, disse: “Vejo a decisão como país para ser membro da comunidade internacional, para se abrir. E a relação com o FMI é parte desse processo de normalização, de volta ao jogo”. Durante a entrevista dada ao jornal “El País” da Espanha, ela continuou falando de maneira redundante sobre esse ponto e disse “o Fundo Monetário mudou desde 2001”.

Coincidentemente, dois meses depois, é a frase com a que o Governo de Mauricio Macri tenta convencer os argentinos para que aceitemos voltar ao FMI. Segundo ele, agora são gente fina.

Aos puocos dias de Christine Lagarde ter ido embora da Argentina, os dois maiores fundos de investimento, Blackrock e Templeton, levaram do nosso país 4 bilhões de dólares que tinham investido em títulos do Tesouro.  Aos poucos dias, Mauricio Macri emitiu um decreto com o qual começará a cobrar impostos aos estrangeiros que tenham investido nesses títulos. Dias depois, o Banco J P Morgan sacou 1.5 bilhões de dólares.

Com estas três coisas, se produziu uma debandada que desvalorizou a moeda argentina rapidamente, porque o restante dos investidores já não confiam na capacidade de pagamento. Instigados, além do mais, pela grande mídia local e estrangeira – como a revista Forbes; o jornal Financial Times ou Bloomberg.

Em apenas uns dias, o governo argentino desvalorizou sua moeda em 35%, esvaziou o Banco Central da República Argentina em 20% e começou a subir as taxas de juro bancário de um jeito escandaloso.

Macri anunciou que tinha pedido um crédito “stand by”, ou seja, uma linha de crédito que nunca trará dinheiro para a Argentina, senão que o guarda o FMI por se o precisamos, e pagamos juros por ele. Nem tinha acabado de anunciar isto e o ministro de Economia que tinha agido como anfitrião da sra. Lagarde em março, saiu correndo para pegar o avião para, mais uma vez, voltar a submeter a Argentina ao estrangeiro.

Ontem, assim que foram encaminhadas as “negociações”, os dois grandes fundos de investimento, Blackrock e Templeton, trouxeram para o país 3 bilhões de dólares para conter a fuga cambial e frear a brutal desvalorização.

Estes dois fundos abutres, em dois meses ganharam quase 30% do dinheiro que levaram embora – com um retorno de 25% – faz dois meses.

Os argentinos vimos como se quebrava a cadeia de pagamentos pelas altas taxas de juros; muitos empresários não sabiam a que valor vender seus produtos e a inflação vai nos comendo o salário.

Em nome da “crise”, Macri entregou o país ao estrangeiro; dilapidou as reservas que tinha acumulado com a dívida externa que tinha adquirido e propõe um ajuste econômico brutal para todos os argentinos. Para isso, pediu “diálogo” com todos os setores políticos e sociais, o chamou Grande Acordo Nacional.

Macri propõe um acordo com todo o espectro político, para diluir sua culpa pelas consequências econômicas de seu projeto de colônia. Aqueles que se somem, sabem perfeitamente que serão cúmplices.

Um plano perfeito para roubar a todo um país e garantir a impunidade para ele.


Mauricio Macri y el plan perfecto

Por Débora Mabaires, Buenos Aires, para Desacato.info.

En las últimas semanas los argentinos estamos viviendo jornadas de angustia, porque vemos cómo irremediablemente el país se hunde.

Desde hace dos años están armando una crisis económica que no existía. Abrir las importaciones para que compitan con los productos nacionales; rebajar los aranceles de importación; quitarle los impuestos a los exportadores de comodities; bajar los impuestos a los bienes personales, que es el que pagan los ricos; aumentos de tarifas y combustibles que ponen a la industria y el comercio de rodillas, y otras medidas tendientes a desindustrializar y a bajar el precio de los salarios para justificar la reforma de la ley de contrato laboral y la ley previsional.

Ahora armaron también una crisis financiera.

En marzo, Christine Lagarde, la directora del Fondo Monetario Internacional, en su paso por Buenos Aires, dijo: “Veo decisión como país para ser miembro de la comunidad internacional, para abrirse. Y la relación con el FMI es parte de ese proceso de normalización, de vuelta al juego”.   Durante la nota brindada al diario “El País” de España, continuó hablando de manera redundante sobre ese punto y dijo “el Fondo Monetario cambió desde 2001”.

Casualmente,  dos meses después, es la frase con la que el Gobierno de Mauricio Macri intenta convencer a los argentinos para que aceptemos  volver al FMI. Según él, ahora son buena gente.

A los pocos días de haberse ido Christine Lagarde de la Argentina, los dos más  grandes fondos de inversión,  Blackrock y Templeton, retiraron de nuestro país 4.000 millones de dólares que habían invertido en letras del Tesoro.  A los pocos días, Mauricio Macri lanza un decreto en el que empezará a cobrarles impuestos a los extranjeros que hayan invertido en esas letras.  Días más tarde,  el Banco J P Morgan retira 1.500 millones de dólares.

Con estas tres cosas, se produjo una estampida que devaluó la moneda argentina rápidamente, ya que el resto de los inversores ya no confían en la capacidad de pago. Instigados, además, por grandes medios de comunicación locales y extranjeros – como la revista Forbes, el diario Financial Times o Bloomberg .

En apenas unos días, el gobierno argentino devaluó su moneda en un 35%, vació el Banco Central de la República Argentina en un 20% y empezó a subir las tasas de interés bancario de manera escandalosa.

Macri anunció que había pedido un crédito “stand by”, es decir, un crédito que jamás traerá dinero a Argentina, sino que lo reserva el FMI  por si lo necesitamos, y por el cual pagaremos intereses.  No hizo más que anunciar esto, y el ministro de Economía que había oficiado de anfitrión de la Sra Lagarde en marzo, salió corriendo a tomar el avión para someter a la Argentina al extranjero nuevamente.

Ayer, una vez que se encaminaron las “negociaciones”; los dos grandes fondos de Inversión, Blackrock y Templeton, trajeron al país 3.000 millones de dólares para morigerar la estampida cambiaria y frenar la brutal devaluación.

Estos dos fondos buitres, en dos meses ganaron casi un 30% por sobre lo que habían retirado – con ganancias del 25% – hace dos meses.

Los argentinos, vimos rota la cadena de pagos por las altas tasas de interés bancario; muchos empresarios no sabían a qué valor vender sus productos; y la inflación nos va comiendo el salario.

En nombre de la “crisis”, Macri entregó el país al extranjero;  dilapidó las reservas que había acumulado con la deuda externa que había estado tomando; y propone un brutal ajuste económico para todos los argentinos.  Para eso , pidió “diálogo” con todos los sectores políticos y sociales, lo llamó Gran Acuerdo Nacional.

Macri propone un acuerdo con todo el arco político, para diluir su culpa por las consecuencias económicas de su proyecto de colonia.  Quienes se sumen, saben perfectamente que serán cómplices.

Un plan perfecto para robar a todo un país y garantizarse la impunidad.

Débora Mabaires é cronista e mora em Buenos Aires.

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