Matriz de umas maneiras importadas – O segundo livro de Sérgio Mota

Por Raúl Fitipaldi e Tali Feld Gleiser.

(Português/Español).

Desde a nossa mais primeira infância acostumamo-nos em casa a escutar a triste afirmação de que os gaúchos são matreiros, os índios são preguiçosos, os negros ladrões, os pobres ignorantes. Ou seja, todo aquele que não é rico, branco, descendente de europeus bem sucedidos e com títulos empresariais, políticos ou universitários é possivelmente um forte candidato a corrupto na América Latina e no Brasil em particular.

Porém, a corrupção tal qual ainda a conhecemos chegou de navio, mais precisamente de caravela. Colombo, Rodrigo de Bastidas, Pizarro, Cortés, Cabral, não trouxeram só os discutíveis avanços da Europa invasora, mas também seus hábitos sociais e administrativos. Os objetivos que já se denotavam no século XVI: dominar militarmente a região, impor seus cultos religiosos e o roubo de toda riqueza vegetal, mineral e de toda ordem marcaram a instalação do invasor em terras latino-americanas. No Brasil não tem sido diferente, se não fosse porque a própria corte portuguesa se afincou no território das Índias Ocidentais em importante passagem da colonização forçosa.

Tanto no Brasil como no resto do continente se instalou a corrupção na relação que estabeleceram os europeus que desviavam ou descumpriam suas obrigações com os poderes centrais da Europa encabeçados pelas diferentes monarquias. A “lei” estabelecida pelos invasores para julgar os avassalados também fazia parte desses primeiros passos de materialização da corrupção na vasta terra do Novo Mundo.

É no mesmo século XVI que a “Real Audiência” implantará uma doença que corroerá todo o sistema político, econômico e social das terras invadidas. O rabulismo e a imposição de uma autoridade judicial suspeita para administrar os lucros mal havidos pela exploração inumana e escravagista predominaram o âmbito onde, leis, juízes e advogados cumpriam com os requisitos dos interesses do Santo Ofício, das monarquias e, sobre tudo, com os seus próprios interesses, que conformariam uma pedra angular da construção do sistema de castas e cafetões de colarinho branco que até hoje açoitam estas nações. Mas a corrupção não era atributo destas, veio com a invasão.

Sérgio Mota, novamente, surpreende-nos gratamente e, dando continuidade ás inquietudes valentes que manifesta no seu primeiro livro: “Imposto sobre as grandes fortunas no Brasil”, aborda com riqueza de citações e detalhes o processo anterior a estes impostos e que em terras de Zumbi deu lugar ao que se conhece como “Jeitinho Brasileiro”. O modo quase cultural de não cumprir para com as obrigações frente à sociedade, ao fisco e à ausência endêmica de resposta para resolver este “hábito” que atravessou o Atlântico faz mais de 500 anos.

O livro “JEITINHOS” BRASILEIROS, LACRAS HISTÓRICAS E CULTURA JURÍDICO-TRIBUTARÍA” torna-se imprescindível para os leitores que queiram compreender com clareza fenômenos que, em toda América Latina e no Brasil e, em especial na própria Europa e os Estados Unidos, os meios de comunicação de massas insistem em analisar como uma deficiência oriunda do caráter dos habitantes destas terras que vão do Rio Bravo até a Patagônia, mas que, a bem da verdade histórica, foram importados compulsivamente e, em todo caso, dos quais somos responsáveis de tê-los mantido vivos para desalento de nossa história passada e contemporânea.

Dados gerais do livro com comentários de Dr. Antônio Carlos Wolkmer e Dr. Ubaldo Cesar Balthazar no link abaixo:

http://www.insular.com.br/product_info.php/products_id/692/osCsid/otln7jtvhas9gbdq6nd61sgnn3

Matriz de unos modales importados – El segundo libro de Sergio Mota.

Por Raúl Fitipaldi e Tali Feld Gleiser.

Desde nuestra más primera infancia nos acostumbramos en casa a escuchar la triste afirmación de que los gauchos son matreros, los indios son perezosos, los negros ladrones, los pobres ignorantes. O sea, todo aquel que no es rico, blanco, descendiente de europeos exitosos y con títulos empresariales, políticos o universitarios es posiblemente un fuerte candidato a corrupto en América Latina y en Brasil en particular.

Sin embargo, la corrupción tal cual aún la conocemos llegó en barco, más precisamente en carabelas. Colón, Rodrigo de Bastidas, Pizarro, Cortés, Cabral, no  trajeron sólo los discutibles avances de la Europa invasora, sino sus hábitos sociales y administrativos. Los objetivos que ya se denotaban en el siglo XVI: dominar militarmente la región, imponer sus cultos religiosos y el robo de toda riqueza vegetal, mineral y de todo orden marcaron la instalación del invasor en tierras latinoamericanas. En Brasil no ha sido diferente, que no sea porque la propia corte portuguesa se afincó en el territorio de las Indias Occidentales en importante pasaje de la colonización forzosa.

Tanto en Brasil como en el resto del continente se instaló la corrupción en la relación que establecieron los europeos que desviaban o incumplían sus obligaciones con los poderes centrales de Europa encabezados por las diferentes monarquías. La “ley” establecida por los invasores para juzgar a los avasallados también formaba parte de esos primeros pasos de materialización de la corrupción en la vasta tierra del Nuevo Mundo.

Es en el mismo siglo XVI que la “Real Audiencia” implantará una enfermedad que corroerá todo el sistema político, económico y social de las tierras invadidas. El rabulismo y la imposición de una autoridad judicial sospechosa para administrar los lucros mal habidos por la exploración inhumana y esclavizadora predominaron el ámbito donde, leyes, jueces y abogados cumplían con los requisitos de los intereses del Santo Oficio, de las monarquías, y sobre todo, con los suyos propios, que conformarían una piedra angular de la construcción del sistema de castas y vividores de cuello  y guante blanco que hasta hoy azotan estas naciones. Pero la corrupción no era atributo de estas, vino con la invasión.

Sergio Mota, nuevamente, nos sorprende gratamente y, dándole continuidad a las inquietudes valientes que manifiesta en su primer libro: “Impuesto sobre las grandes fortunas en Brasil”, aborda con riqueza de citas y detalles el proceso anterior a estos impuestos y que en tierras de Zumbi dio lugar a lo que se conoce como “Jeitinho Brasileiro”. El modo casi cultural de no cumplir para con las obligaciones frente a la sociedad, al fisco y la ausencia endémica de respuesta para resolver este “hábito” que atravesó el Atlántico hace más de 500 años.

El libro ““JEITINHOS” BRASILEÑOS, LACRAS HISTÓRICAS  Y CULTURA JURÍDICO-TRIBUTARIA” se torna imprescindible para los lectores que quieran comprender con claridad fenómenos que, en toda América Latina y en Brasil y,  en particular en la propia Europa y los Estados Unidos, los medios de comunicación de masas insisten en analizar como una deficiencia oriunda del carácter de los habitantes de estas tierras que van del Río Bravo hasta la Patagonia, pero que, a bien de la verdad histórica, fueron importados compulsivamente y, en todo caso, de los cuales somos responsables de haberlos mantenido vivos para desaliento de nuestra historia pasada y contemporánea.

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