Honduras: a 6 anos do golpe resistência continua

Ronnie Cruzes

Fechamos este dia de trabalho dedicado ao Povo da irmã República de Honduras, pedindo aos coletivos de Direitos Humanos e aos grupos de comunicação anti imperial e anti capitalista, que retornem seus olhos para esta Pátria de Morazán.

Em cada informe que nos repassou nosso companheiro em Tegucigalpa, vinha a solicitação de que olhemos pelos Direitos Humanos do seu Povo, violado, torturado, sequestrado e vilipendiado a diário pelo governo fascista de Juan Orlando Hernández, herdeiro da ditadura nacionalista de Roberto Micheletti e os funcionários de Washington.

Nesta página estendemos esse pedido a todos os que podem ajudar à Resistência Popular Hondurenha.

Nos despedimos da tarefa de hoje, dedicada principalmente a Honduras, convidando a assistir uma banda que é das mais populares do país catracho: Café Guancasco.

Viva Honduras!

Brasília 18:00

Informe de Ronnie Huete em Tegucigalpa.

Polícia Preventiva detém Ariel Varela, quem até ontem fez greve de fome em protesto contra o governo. Varela foi detido quando transitava frente à Corporação Televicentro de Honduras.

Brasília 14:28

Com foto de Ronnie Huete em Tegucigalpa.

Neste momento faz uso da palavra o jornalista David Romero Ellner, colega do Portal Desacato e perseguido pela ditadura hondurenha. Romero ataca golpistas e meios de comunicação da oligarquia pelo golpe de Estado e agradece o apoio internacional para com a Resistência Hondurenha.

Na foto, um novo grevista de fome: Hernán Silva.

Fotos de Ronnie Huete Salgado, de Tegucigalpa, para Desacato.info

Brasília 14:07

Igreja progressista Ágape, faz culto evangélico junto aos grevistas de fome.

Ronnie Huete, para Desacato.info desde a Marcha das Tochas e o local dos grevistas de fome.

Povo hondurenho em resistência pede a instalação da Comissão internacional contra a Impunidade em Honduras (CICIH) e uma Assembleia Constituinte.

Brasília 13:37

Franco-atiradores do governo apostados na Casa Presidencial e no prédio de Desenvolvimento Social.

Manifestantes pro-governo atacam com pedras a militantes da Resistência, uma mulher ferida.

Ronnie Capa 2

Português/Español

Meio milhão de pessoas pede a renúncia do Presidente Hernández

Texto e fotos : Ronnie Huete Salgado, Tegucigalpa, para Desacato.info.

Edição especial: Raul Fitipaldi, para Desacato.info

Fotografía de capa : Cortesia de Yohny Magallanes.

 Ronnie 3

Jovens em greve de forme, custodiados por mais de 2 mil 500 antimotins.

Honduras escreve sua história

Ronnie 2

500 mil pessoas marcham pedindo a saída do Presidente

A nação latino-americana exigiu de forma uníssona a renúncia do presidente do governo e a instalação da Comissão internacional contra a Impunidade em Honduras (CICIH).

O 26 de junho de 2015 será lembrado nos livros de história desse país, pois aproximadamente 500 mil pessoas saíram às ruas da cidade de Tegucigalpa, com tocha na mão e de forma pacífica, para protestar contra o nepotismo, a corrupção e o fascismo que sofre a vilipendiada Honduras.

Os três jovens que se encontram faz 6 dias em greve de fome, saíram de suas barracas de campanha para receber a multidão formada pela população hondurenha que saturou as principais avenidas que conduzem até a Casa Presidencial, e que vinham do setor conhecido como a colônia (região de grande concentração popular) Kennedy.

A fila dos protestantes era interminável, já que o protesto das tochas ao chegar às proximidades da Casa Presidencial, ainda tinha seu extremo final no setor dessa colônia. Foi simplesmente apoteótico, acompanhando o júbilo do seu povo, que sem nenhum matiz política gritava com força: Fora JOH! (Juan Orlando Hernández, governante dessa nação centro-americana), pedindo a renúncia de JOH ao cargo presidencial.

 Frenesi

Ante este frenesi dos hondurenhos indignados contra a corrupção na Seguridade Social desse país, o governo respondeu com o deslocamento de 2 mil 500 militares antimotins, que se colocaram atrás do três jovens que, pacificamente, protestam com uma greve de fome exigindo a instalação da CICIH, com o propósito de que se leva a julgamento às pessoas do governo que estão envolvidas com o estelionato de 7 mil milhões de lempiras (350 milhões de dólares).

A Casa Presidencial se manteve totalmente militarizada, rodeada com tanques com jatos d’água para reprimir as pessoas, e com mais de mil bombas lacrimogêneas, proibidas em convênios internacionais de direitos humanos, devido aos componentes tóxicos contra a saúde.

Perante este atentado contra a vida dos manifestantes com suas tochas, e das 7 pessoas que se encontram em greve de fome, somando os quatro grevistas que se encontram fora da cerca da polícia militar, comprovou-se que o fascismo em Honduras, é um fato que permite governar pela via da repressão.

Segundo informes de organismos de direitos humanos que cuidam a vida das pessoas que estão em greve de fome, um policial da Direção Nacional de Investigação Criminal (DNIC), informou a um defensor de direitos humanos, que tinha vários efetivos da DNIC armados e misturados entre os manifestantes, para oferecer proteção dos manifestantes, porém, o defensor da vida afirma que estes são métodos de infiltração para gerar o caos e avalizar uma repressão maciça.

 Captura

Ronnie 4

Desproporcionada quantidade de militares custódia grevistas.

Prova disso foi a captura que efetuou a equipe de segurança do Movimento dos Indignados em Honduras, de quatro sujeitos que confessaram serem empregados de uma instituição estatal e que tinham a missão de provocar o caos entre os “tocheiros”, para depois dar o aval à repressão policial e militar.

Mas, não só a inteligência policial militar se destacou, já que lamentavelmente, um membro de uma organização de esquerda de Honduras, colocou em perigo os manifestantes que estão em greve de fome.

Isto deveu-se a que na zona onde se está efetuando a greve de forme se instalou um cordão humano, com o objetivo de que os manifestantes não passaram até onde estão as pessoas que levam seis dias sem comer.

A denúncia a fez a indignada Yahaira Ayala, quem afirmou que Gilberto Rios, conhecido como “grilo” desrespeitou o protocolo, pelo que colocou em risco a vida dos que ali se encontravam.


Ronnie 5

Milhares de manifestantes com tochas acessas.

 “ O movimento dos Indignados em Honduras, temos nosso compromisso com a pátria e não queremos a ingerência da nenhum partido político, já que nossa exigência é justa, na instalação da CICIH, “o Grilo” quase causou um dano à marcha, já que a manifestação é pacífica” lamentou a indignada, quem exige o respeito desse pacifismo de luta que possui o Movimento dos Indignados”.

Ante estes atropelos, os indignados solicitam às autoridades internacionais defensoras da vida e o respeito aos Direitos Humanos que direcionem seu olhar a Honduras, já que o povo pacificamente pede a instalação da CICIH, no entanto, o governo responde com repressão maciça, como se fosse uma guerra hitlerista.

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Manifestantes pedem a instalação da Comissão internacional contra a Impunidade em Honduras (CICIH)

Ronnie 6Tochas acessas a caminho da Casa Presidencial

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A cruz simboliza as vítimas do Instituto de Seguridade Social Hondurenho

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Enorme coluna se desloca em Tegucigalpa

Versão em português: Raul Fitipaldi, para Desacato.info

Ronnie Capa a

Más abajo, versión en español.

E mais:

Em 2010, a cineasta hondurenha Katia Lara produziu este notável documentário sobre o Golpe de Estado acontecido no seu país. Seu nome, Quem Falou Medo? (¿Quién dijo miedo?), se inspira numa bela música da autora e intérprete argentina, Liliana Felipe, que apresentaremos mais tarde.

A peça cinematográfica ganhou contornos históricos com o desenvolvimento de uma valente resistência popular que ainda ocupa as ruas do país irmão.

A música que virou hino da Resistência:

Conheça a música que canta o povo hondurenho pedindo a renúncia do Presidente Juan Orlando Hernández:

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Medio millón de personas pide renuncia del presidente Juan Orlando Hernández

Texto e fotos: Ronnie Huete Salgado, de Tegucigalpa, para Desacato.info.

Fotografía de entrada :Cortesia de Yohny Magallanes

Honduras escribe su historia. La nación latinoamericana exigió al unisonó la renuncia del presidente del gobierno, y la instalación de la Comisión Internacional contra la Impunidad en Honduras (CICIH).

El 26 de junio de 2015 será recordado en los libros de la historia de ese país, de cómo un aproximado de 500 mil personas salieron a las calles de la ciudad de Tegucigalpa, con antorcha en mano y de forma pacífica, para protestar contra el nepotismo, la corrupción y el fascismo que sufre la vilipendiada Honduras.

Los tres jóvenes  que se encuentran desde hace seis días en huelga de hambre, salieron de sus carpas de campaña para recibir la multitudinaria población hondureña que se saturó las principales avenidas que conducen hacía Casa Presidencial, y que venían desde el sector conocido como la Kennedy.

La fila de los protestantes era interminable, puesto que la protesta de las antorchas al llegar a cercanías de Casa Presidencial, su columna aún se mantenía en el sector de la Kennedy. Simplemente apoteósico, acompañado del júbilo de su pueblo, quien sin  ningún matice político gritaban con fuerza ¡Fuera JOH! (Juan Orlando Hernández, gobernante de esa nación centroamericana). pidiendo la renuncia de JOH a su cargo presidencial.

Frenesí

Ante este frenesí de los hondureños indignados contra la corrupción del Seguro Social de ese país, el gobierno respondió con un despliegue aproximado de 2 mil 500 antimotines, que se apersonaron detrás de los tres jóvenes, que pacíficamente protestan con una huelga de hambre exigiendo la instalación de la CICIH, con el propósito de que se enjuicie a las personas del gobierno, que están involucradas con el descalfo de 7 mil millones de lempiras (350 millones de dólares).

La Casa Presidencial se mantuvo totalmente militarizada, rodeada con tanquetas de agua para reprimir a las personas, y con más de mil bombas lacrimógenas, prohibidas en convenios internacionales de derechos humanos, debido a sus componentes tóxicos contra la salud.

Ante este atentado contra la vida de los manifestantes con sus antorchas, y de las 7 personas que se encuentran en huelga de hambre, sumando a los cuatro huelguistas que se encuentran afuera de la valla policiaca militar, se comprobó que el fascismo en Honduras, es un hecho que permite gobernar por la vía de la represión.

Según informes de organismos de derechos humanos que vigilan por la vida de las personas que están en huelga de hambre, un policía de la Dirección Nacional de Investigación Criminal (DNIC), informó a un defensor de derechos humanos, que habían varios efectivos de la DNIC armados y mezclados entre los manifestantes, para brindar protección de los protestantes, sin embargo el defensor de la vida, afirma que estos son métodos de infiltración para generar el caos y avalar una masiva represión.

Captura

Prueba de ello, fue la captura que efectuó el equipo de seguridad del Movimiento de los Indignados en Honduras, de cuatro sujetos que confesaron ser empleados de una institución estatal y que tenían la misión de provocar el caos entre los antorcheros, para luego avalar la represión policiaca militar.

Pero no solo la inteligencia policiaca militar se destaco, puesto que lamentablemente un miembro de una organización de “izquierda” de Honduras, puso en peligro a los manifestantes que están en huelga de hambre.

 Esto se debió, a que en la zona, donde se está efectuando la huelga de hambre, se instaló un cordón humano, con el objetivo de que los protestantes no pasaran hacía donde están las personas que llevan seis días sin comer.

La denuncia la hizo, la indignada Yahaira Ayala, quien afirmó que Gilberto Ríos conocido como “grillo” irrespeto este protocolo, por lo que puso en riesgo la vida de los que allí se encontraban.

“El movimiento de los Indignados en Honduras, tenemos nuestro compromiso con la patria y no queremos la injerencia de ningún partido político, puesto que nuestra exigencia es justa, en la instalación de la CICIH, “grillo” casi causó un daño a la marcha, puesto que la manifestación es pacifica” lamentó la indignada, quien exige el respeto de ese pacifismo de lucha que posee el Movimiento de los indignados.

Ante estos atropellos, los Indignados solicitan a las autoridades internacionales defensoras de la vida, y el respeto a los derechos humanos, que direccionen su mirada a Honduras, ya que el pueblo pacíficamente pide la instalación de la CICIH, sin embargo el gobierno responde con represión masiva, como si tratase de una guerra hitleriana.

Cualquier atentado o amenaza para el autor de este artículo es responsabilidad de quienes representan y gobiernan el Estado de Honduras o sus invasores.

El autor de este artículo es corresponsalía voluntaria de http://conexihon.hn la revista Caros Amigos editada en são Paulo, Brasil para Centroamérica, la organización Casa Mafalda São Paulo, Brasil , La Agencia informativa Latinoamericana Prensa Latina, Kaos en la red y El portal http://desacato.info editado en Florianópolis, Brasil.

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