Greve – Acompanhe aqui as atualizações de Florianópolis, Oeste Catarinense, Blumenau e Caxias do Sul!

Publicado em: 29/06/2017 às 19:32

Última atualização 19:45

 

Elenira Vilela, professora de matemática e membro da diretoria do Sinasefe, faz a sua avaliação do dia de hoje

 

 

Francisco Alano, presidente da Fecesc

Ato em Chapecó vai se dispersando. Manifestantes voltam aos seus bairros e municípios.


Informe de Cláudia Weinman.

Manifestantes seguem neste momento em caminhada. Partem da Esquina Democrática com destino ao Palácio Piratini.
Informe: Noele Scur, para Desacato.info.

Polícia Militar amedronta manifestantes em Chapecó.

Assista o informe de Cláudia Weinman.

Forte repressão contra grevistas no norte de Santa Catarina

Informação de Sérgio Homrich, do Sinsep.

Greve geral contra Temer e as reformas que ferem de morte direitos dos trabalhadores

A manifestação contra as reformas do governo ilegítimo de Temer, realizada no trevo de acesso a Navegantes, foi reprimida de forma violenta pela Polícia Militar, que chegou atirando com balas de borracha e jogando bombas de efeito moral. Policiais apareceram em seis viaturas, antes do sol nascer, e primeiro atiraram para depois negociar a permanência dos manifestantes por apenas 15 minutos. Vários companheiros ficaram feridos, atingidos com bala de borracha e cassetetes. Durante o tempo que permaneceram na rodovia, houve um congestionamento de cerca de 10 quilômetros. A Intersindical dos Trabalhadores de Jaraguá do Sul e Região e dirigentes sindicais da região Norte e Vale do Itajaí e Grande Florianópolis estiveram presentes na manifestação. À tarde, houve Ato Público na Praça da Bandeira, em Joinville.

 

Depois de serem obrigados a sair da rodovia BR 470, os manifestantes foram em caminhada até a BR 101, onde novamente fecharam a pista, foram perseguidos e dispersados pela polícia que, mais uma vez, disparou contra eles. Dois companheiros do MST foram detidos e quem ficou na linha de frente teve que correr em busca de proteção. Algumas lideranças foram agredidas também verbalmente pela PM. O líder do MST, Jurandir, ferido a bomba embaixo do pé direito, disse que não esperava tanta repressão à luta pacífica: “Chegaram atirando na gente, nas mulheres, nas crianças, feriram  muitos companheiros, isso é a mando do governo Raimundo Colombo, um abuso de autoridade”.

 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário de São Bento do Sul e Campo Alegre, Airton Anhaia estava falando no caminhão de som quando a PM reprimiu os manifestantes pela primeira vez. “Ser pacífico e respeitoso não garante nada, porque a mesma polícia que defende bandidos (referindo-se aos ministros corruptos do governo e ao próprio presidente ilegítimo Michel Temer, processados na Operação Lava Jato) está aqui massacrando os trabalhadores”, protestou Airton.

 

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jaraguá do Sul e Região (Sinsep), Luiz Cezar Schorner lamenta que “as forças da repressão sempre estejam do lado dos patrões” e lembra que todos os direitos que os trabalhadores têm foram conquistados com muita luta e em dias normais de trabalho: “Aquilo que o Brasil conquistou em final de semana foi um golpe para retirar os direitos dos trabalhadores”.

 

O coordenador da Regional Norte da CUT, professor Lourivaldo Schulter, comenta que “normalmente a polícia negocia, conversa com o movimento, mas aqui já chegou batendo, lançando bomba de gás, atirando, um desrespeito com o cidadão que está lutando pelos direitos da classe trabalhadora, contra as reformas trabalhista e da previdência e esse governo ilegítimo”. O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Joinville, Wanderlei Monteiro critica que a violência está se tornando comum nos atos dos trabalhadores. “Tem que haver diálogo antes da repressão”. Outro dirigente atingido com balas de borracha foi o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Plásticos de Biguaçú, Sérgio Ribeiro: “Nunca imaginava essa covardia da polícia, estamos desarmados, acho um absurdo, de algum lugar veio a ordem para que os policiais chegassem atirando, atingindo não só a mim mas a várias pessoas do movimento”.

 

Fotos em anexo: Manifestações contra as reformas trabalhista e da previdência, nas rodovias BR 470 e 101, foram reprimidas com violência pela Polícia Militar. No detalhe: dirigente sindical atingido com bala de borracha.

Esta cobertura da Cooperativa Comunicacional Sul e o Portal Desacato tem a seguinte equipe:

Apresentação, reportagens e entrevistas: Caroline Dall ‘Agnol, Cláudia Weinman, Rosângela Bion de Assis, Júlia Saggioratto e Sílvia Agostini.

Colaboração de Bárbara Lipp e Manoella Back.

Produção: Mayara Santos e Paulo Fortes.

Câmeras: Janaína Machado, Pedro Pinheiro, Marcelo Luis Zapelini e Luca Gebara.

Suporte de edição e redes: Tali Feld Gleiser e Raul Fitipaldi.

 

 

 

Organizações, polícia e manifestantes do Oeste Catarinense estão chegando ao trevo de Chapecó. As caravanas estão se reunindo agora.
 
Informe de Cláudia Weinman.

Florianópolis

Chapecó: Júlia Saggioratto entrevista o pároco do município de Anchieta, Renéu Zorteia.

Florianópolis

Chapecó: Cláudia Weinman, entrevista ao vivo, Charles Reginatto, do Movimento de Pequenos Agricultores – MPA, em Chapecó.

 

TICEN: Começou a paralisação dos ônibus em Florianópolis

Confira o informe de Caroline Dall ‘Agnol. Foto de capa: Luca Gebara.

 

Recife: mulheres da Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo fecham Av. Cabugá c/ Av. Norte, em Recife.

Confira na imagem de Brasil de Fato.

Rio Grande do Sul-Tapes:

Manifestantes bloquearam a ponte do Velhaco (arroio Velhaco), emTapes, em Rio Grande do Sul.

Imagem de Sul21

Florianópolis: No bairro universitário da Carvoeira, em Florianópolis, houve pichação chamando à greve.

Imagem de Caroline Dall ‘Agnol.

Chapecó: 

Terminal Urbano de passageiros em Chapecó, SC, está trancado por manifestantes.

Imagem da TVT.

Aracaju: na capital sergipana também há paralisação do transporte público de passageiros e o terminal está vazio.

A previsão é que a paralisação dure o dia todo.

Imagem de Brasil de Fato:

 

Florianópolis: Entrada da ponte Pedro Ivo Campos foi fechada por manifestantes. A polícia liberou a pista.

Confira nas imagens de Raquel Wandelli, na sua página.

 

Goiânia: Paralisação do transporte de passageiros começou

Em Goiânia, trabalhadores param o terminal de ônibus urbanos e aderem a Greve.

Confira na imagem da TVT:

Confira o comunicado do Sintraturb com os horários da paralisação do Transporte

 

Começa a cobertura no Oeste Catarinense

Equipe do Portal Desacato em São Miguel do Oeste parte para Chapecó onde será o ato que concentrará as mobilizações oestinas neste dia de Greve Geral.

Claudia Weinman estará no comando da cobertura, com Júlia Saggioratto, Pedro Pinheiro e Paulo Fortes.

Florianópolis: Barricada na 401 sentido Centro da Cidade

Está sendo colocada uma barricada na descida do morro do Saco Grande, sentido bairro João Paulo, na altura da madereira.

Enquanto isso a grande mídia pretende esvaziar a mobilização de trabalhadores emitindo notícias constantemente sobre o medidas e decisões de não aderir ao movimento.

Redação

Informes ao vivo e gravados, fotos, textos, notas e serviços durante o dia todo com apresentação de Rosangela Bion de Assis, Caroline Dall’Agnol e Silvia Agostini em Floriianópolis, e Claudia Weinman e Julia Saggioratto no Oeste Catarinense.

Uma equipe de mais de 15 jornalistas, cinegrafistas e editores informará ao vivo de Blumenau, Caxias do Sul, Porto Alegre e outros pontos do país.

Venha Junto, amanhã Desacato escreverá mais um capítulo de Luta com os Trabalhadoras e os Trabalhadores do Brasil.

Lembre a primeira Greve Geral de 2017 e faça com que a que se inicia na hora 0 seja maior.

 

 

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