Ex-Bope, que tinha mãe e mulher no gabinete de Flávio Bolsonaro, não consta como “procurado” em disque denúncia

Amigo de Queiroz, Adriano Magalhães atuava era chefe da milícia de Rio das Pedras e integrava o Escritório do Crime, grupo de extermínio suspeito de participar do assassinato de Marielle Franco.

Foto: Reprodução da internet

Reportagem de Italo Nogueira, na edição desta sexta-feira (3) da Folha de S.Paulo, informa que o nome do ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega, acusado de comandar a quadrilha que atua em Rio das Pedras e na Muzema onde dois prédios desabaram matando 24 pessoas, não faz parte do programa “Procurados” do Disque-Denúncia e não há recompensa oferecida por informações sobre o seu paradeiro.

Adriano é amigo do policial militar reformado Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O ex-capitão foragido foi homenageado pelo filho de Jair Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e tinha a mulher e a mãe nomeadas no gabinete de Flávio, indicadas por Queiroz.

Outro dado pode prejudicar sua detenção. O nome do ex-capitão está escrito de forma errada no Banco Nacional de Mandados de Prisão: Adriano Magalhães da Nbrega, sem o “o”. O mesmo erro ocorre com o nome do pai do acusado. Também não consta o CPF do ex-PM.

O ex-capitão está foragido desde a deflagração da operação Os Intocáveis, em janeiro, que focou na atuação da milícia de Rio das Pedras e Muzema. Chamado de “Patrãozão”, ele também é suspeito de atuar no Escritório do Crime formado por assassinos profissionais de ligação com o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

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