Editorial 19 de abril de 2015

Florianópolis, 19 de abril de 2015.

A democratização da comunicação no Brasil é questão de todos. Se o Povo não é consciente dessa urgente necessidade, porque não é explicada corretamente, fracassaremos. Todos os esforços organizacionais devem considerar essa realidade e direcionar-se a criar consciência do problema numa língua compreensível.

A vitória contra os monopólios da comunicação virá do boca a boca, explicando, cidadão por cidadão, os ganhos que a democratização trará para a vida dos trabalhadores, dos excluídos, dos estudantes, das diversas etnias e minorias brasileiras. A população precisa ter claros os prejuízos históricos que a monopolização da mensagem ocasionou e ocasiona à sociedade brasileira e à democracia.

Na última quinta-feira, 16 de abril, por convite dos vereadores Lino Peres e Antônio Battisti, o jornalista argentino, ex-diretor da Rádio Nacional da Argentina, Ricardo Sonny Martínez, deu continuidade à tarefa iniciada, em 2013, pelo jornalista argentino Julio Rudman e em 2014, pela jornalista Nora Veiras, também argentina, convidados pelo Fórum de Comunicação da Classe Trabalhadora de Santa Catarina: falar da Lei de Meios argentina.

Martínez afirmou que mais de 3000 municípios foram visitados naquele país pelos ativistas sociais e profissionais da comunicação envolvidos no apoio à Lei de Meios aprovada em 2009. Os oligopólios, que também controlam o papel desde a época da ditadura, liderados por Clarín e seus diversificados veículos, com o apoio do conglomerado conservador de La Nación, tornaram-se o principal partido de oposição e desestabilização do governo de Cristina Fernández. Mas, a classe explorada da Argentina compreendeu a importância de desconstruir os monopólios midiáticos.

Uma Lei de Meios viável no Brasil é uma hercúlea ação multisetorial que deve ser empreendida com consciência e nas ruas, palmo a palmo, e entendida como central para garantir outras conquistas dos trabalhadores na Luta de Classes que se acirra no país.

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