Curta premiado pelo prêmio catarinense de cinema conta a história de rendeiro da ilha

Imagem: Reprodução

O documentário de curta-metragem “As Rendas de Dinho”, com direção e roteiro de Adriane Canan, está em produção, em Florianópolis, entre 22 e 25 de maio. Vencedor do Prêmio Catarinense de Cinema promovido pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) em 2018, o curta mostra o universo de Ediwaldo Pereira de Oliveira, o Dinho, para além do espaço que ocupa como o primeiro e um dos únicos rendeiros do Pântano do Sul e de toda a Ilha.

A renda é um fio condutor para a extraordinária história da vida de Dinho, hoje com pouco mais de 60 anos. Rompeu cedo com protocolos tradicionais e, enquanto os outros garotos de uma das mais tradicionais comunidades de Florianópolis iam para alto-mar e aprendiam a fazer redes de pesca, ele pulava a janela para fazer renda de bilro com uma prima. Cedo também aprendeu o que é o preconceito relacionado à orientação sexual. Foi embora de sua cidade, viveu em diversos lugares: São Paulo, Toronto, Vancouver. Foi garçom, dançarino e professor de lambada, fez muitas coisas.
Viveu amores, ganhou muitos amigos.

Há cerca de 20 anos, voltou ao Pântano do Sul. Já foi dono de um bar onde, entre as mesas e o balcão, tramava sua renda. Hoje representa Santa Catarina em intercâmbios com o Nordeste: viaja para ensinar as técnicas de renda de bilro “manezinhas”, próprias de seu lugar. Dono da própria trama, agora é protagonista do documentário.

O filme tem a equipe composta majoritariamente por mulheres. As locações principais são o Pântano do Sul, onde Dinho vive e nasceu, e o Mercado Público, seu local de trabalho, no Armazém das Rendeiras. Por meio da trajetória do protagonista, o filme questiona qual o lugar das pessoas no mundo. Dinho é do Pântano e é do mundo? Como o Dinho do mundo vê o Pântano? Como o Pântano vê o mundo? E o amor? Dinho fala com amor para o Pântano e para o mundo.

SINOPSE

Na Casa das Rendeiras, uma voz grave se destaca entre as batidas suaves dos bilros. É a fala de Dinho, homem que, ainda rapaz pequeno, desafiou regras daquela vila de pescadores na ponta mais ao sul daquela ilha. Os meninos da sua idade iam para alto-mar e herdavam dos pais a lida com as redes da pesca. Dinho pulava a janela para aprender a rendar a tramoia com a prima Nezinha. Rodou mundo. Viveu em muitos lugares. Agora está de volta ao Pântano.

AS RENDAS DE DINHO
Curta-metragem / Documentário
Vencedor do Prêmio Catarinense de Cinema – Edição 2018, realização do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado de Turismo Cultura e Esporte/Fundação Catarinense de Cultura, com recursos do Fundo Estadual de Incentivo à Cultura (FUNCULTURAL).

FICHA TÉCNICA
Adriane Canan – direção / roteiro
Flávia Person – produção executiva
Edinara Kley – pesquisa / direção de produção
Débora Klempous – direção de fotografia / operadora de câmera
Natália Poli – assistente de direção / produção
Diego Canarin – assistente de câmera / operador
Ingrid Gonçalves – técnica de som
Carlinhos – música
Alan Langdon – logger / montador
Gabi Bresola – projeto gráfico
Marcos Walickosky – desenhos
Barbara Pettres – assessora de comunicação

Mais informações:
https://www.facebook.com/pg/asrendasdedinho
https://www.instagram.com/asrendasdedinho/?hl=pt-br

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