Cuba destinará 65% do seu orçamento de 2020 para áreas sociais

Praça da Revolução, Havana. Foto: Tali Feld Gleiser

Por Sturt Silva.

Para Rolando González, o Encarregado de Negócios da Embaixada de Cuba no Brasil, o ano será duro, assim como já foi o de 2019, mas será mantido o caráter eminentemente social da revolução, garantindo assim os serviços básicos universais e gratuitos de educação, saúde, cultura e esportes, bem como a defesa e a ordem interna do país.
Segundo reportagem do site Cuba Debate, 65% do orçamento do estado cubano para 2020 será direcionado para áreas sociais: saúde e assistência social (27%), educação (23%), previdência social (13%), cultura e esporte (4%).

Em relação ao ano de 2019 os gastos devem crescer aproximadamente uns 11%, impactado pelo aumento de salários e pensões ao funcionalismo público, anunciado ano passado e que deve continuar este ano.
Orçamento estatal cubano para o ano de 2020 | Gráfico: Cuba Debate

Crescimento da economia cubana

Números oficiais, mas ainda não definitivos, mostra que a economia cubana cresceu apenas 0,5% em 2019. O endurecimento do bloqueio estadunidense e a crise econômica venezuelana, principal parceiro comercial de Cuba, obrigou o país a reduzir o ritmo da economia para evitar apagões devido à falta de combustíveis. Nenhuma escola ou hospital foi fechado, mas as medidas afetaram, principalmente, o setor do transporte, da agricultura e da distribuições de alimentos.

Já em relação a 2020 as melhores expectativas giram em torno de um crescimento de 1,5% do PIB.

Os investimentos prioritários serão em programas de moradias, infraestrutura, em particular nas fontes renováveis de energia, setor turístico, combate à seca, educação e saúde.

O projeto do governo de substituir as importações a partir do investimento estrangeiro, fortalecimento assim a indústria nacional e aumentando as oportunidades paras exportações continua previsto.

Para Alejandro Gil, ministro da Economia, as exportações devem crescer 3,7%, influenciadas pelo turismo, telecomunicações, níquel e biofarmacêuticos, tabaco, açúcar, rum, frutos do mar e outros produtos minerais e vegetais.
Já para o turismo, principal atividade econômica da ilha, a projeção é que o país receba 4,5 milhões de visitantes estrangeiros. Em 2019 foram 4,2 milhões de turistas.

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