Crise do leite cresce e agricultores familiares entregam reivindicações ao Ministro da Agricultura

Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar, representados pelo Fórum das entidades da Agricultura Familiar da região Sul e entidades ligadas as Fetrafs do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Unicafes, participam de audiência com o ministro da Agricultura Blairo Maggi, nesta quinta-feira 19.10 em Brasília às 10h, para entregarem a pauta de reivindicações dos produtores atingidos pela crise desenfreada na cadeia produtiva do leite.

Este ano a categoria já sofreu quatro quedas consecutivas de preço, sendo último valor pago por litro de leite ao produtor com maior produção cerca de R$ 0,90, e aos produtores com menor produção R$ 0,66. A baixa, tem levado muitos agricultores e agricultoras familiares a desistirem da atividade, devido a inviabilidade de manter a produção.

Para as Fetrafs do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, a crise no setor acontece devido à crise econômica, o alto índice de desemprego e a falta de orçamento para os programas sociais que contribuíam para o consumo do leite e derivado, além da importação de leite no lugar da exportação, que só este ano somou mais de 40 mil toneladas.

Ainda, outros fatores que desencadeiam a exclusão de muitos agricultores familiares do mercado se dão por conta da concentração e verticalização da produção, a transformação do alimento leite em comoditis e o modelo produtivo baseado em confinamento do animal.

Nos últimos anos, a atividade leiteira no Brasil é a que mais tem gerado empregos, somando cerca de 5 milhões no campo e nas indústrias. De acordo com o IBGE, há 1,3 milhão de propriedades que trabalham com a pecuária leiteira, abrangendo 99% dos municípios. O Brasil é quarto maior produtor de leite do mundo e agricultura familiar sai como carro chefe do setor, sendo responsável por 58% da produção do leite a nível nacional.

As lideranças da agricultura familiar entregam a pauta de reivindicações ao ministro Blairo Maggi, durante a Jornada de Lutas que acontece desde segunda-feira 16.10 até o final desta semana, quando trabalhadores e trabalhadoras da agricultura familiar de todo o país estão realizando manifestações contra o desmonte das políticas públicas e reformas do Governo Temer.

Fonte: Assessoria de Comunicação da CONTRAF BRASIL

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