Cinemática debate Infiltrado na Klan de Spike Lee nesta Quarta(06)

Imagem: Reprodução

Participação especial de Matgizy Pinheiro (Projeto É Da Nossa Cor), Juliana Mello (educadora do Centro Cultural Escrava Anastácia), Djavan Nascimento (MNP Movimento Negro Periférico), e Kim Isac (produtor cultural, conselheiro da Rede Brasil Afroempreendedor – ReAfro/SC).

Jordan Peele (de GET OUT!) apresentou para Spike Lee o livro “Black Klansman: A Memoir Hardcover”, auto-biografia do policial negro Ron Stallworth, e desafiou o mestre a rodar um filme baseado na história.

Nos anos 70 Stallworth conseguiu se infiltrar na organização de extrema-direita racista Ku Klux Klan no estado do Colorado (EUA).

Spike Lee adaptou a biografia de modo bem humorado usando todo repertório de linguagem que o identifica como um dos grandes cineastas de todos os tempos.

Vencedor do Grand Prix do Festival de Cannes 2018, o roteiro levou o Oscar no último domingo.

Spike Lee lembra no filme os primórdios do próprio cinema para contextualizar o racismo que fundou o Novo Mundo, até chegar nas manifestações atuais contra o racismo e a intolerância.

A fala na cerimônia de premiação:

“A palavra de hoje é ‘ironia’. Dia 24. Mês de fevereiro, o mês mais curto do ano, que também é o mês da História Negra. Ano de 2019. O ano de 1619. História. A história dela. 1619. 2019. 400 anos.

Quatrocentos anos. Nossos ancestrais foram roubados da Mãe África e comercializados em Jamestown, na Virgínia, como escravizados.

Nossos ancestrais trabalharam a terra dia e noite. Minha avó, que viveu 100 anos, formou-se no Spelman College, apesar de sua mãe ter sido uma escrava.

Minha avó que guardou 50 anos de cheques da previdência social para colocar seu primeiro neto – ela me chamou de Spikie-poo – ela me conduziu ao Morehouse College e à faculdade de Cinema da Universidade de Nova York. NYU!

Diante do mundo esta noite, eu louvo os nossos antepassados ??que fizeram este país o que é hoje, junto com o genocídio de seus povos nativos.

Nós todos nos conectamos com nossos ancestrais. Recuperaremos o amor e a sabedoria, vamos recuperar a nossa humanidade. Será um momento poderoso.

A eleição presidencial de 2020 está chegando. Vamos todos nos mobilizar. Vamos todos estar do lado certo da história. Faça a escolha moral entre amor versus ódio. Vamos fazer a coisa certa! Você sabe, eu tinha que colocar isso aqui!”.

O filme traz questões fundamentais que refletem na sociedade brasileira a urgência da representatividade no cinema, nos espaços públicos de cultura e a discussão sobre racismo.

Sinopse

Em 1978, Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro do Colorado, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com os outros membros do grupo através de telefonemas e cartas, quando precisava estar fisicamente presente enviava um outro policial branco no seu lugar. Depois de meses de investigação, Ron se tornou o líder da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas.

Direção: Spike Lee
Roteiro: Charlie Wachtel, David Rabinowitz, Kevin Willmott, Spike Lee
Com: John David Washington, Adam Driver, Laura Harrier, Topher Grace, Alec Baldwin

Não recomendado para menores de 14 anos.

Sessão Cinemática tem caráter educativo e não cobra ingresso. As sessões são gratuitas. Parceria entre Associação Cultural Cinemateca Catarinense ABD-SC, Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina e Fundação Catarinense de Cultura.

Agradecimentos para sessão especial de março à distribuidora Universal Pictures do Brasil

 Serviço:

Quando: 06 de março às 19h30. o filme começa 19h40
Onde: Sala de Cinema do CIC – Centro Integrado de Cultura, Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600 – Agronômica, Florianópolis – SC, 88025-201

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