Cabelo ruim?

Por Suzi Bonfim.

A jornalista Neusa Baptista é negra. Como muitas crianças que tem o cabelo crespo, ela sofreu na escola com brincadeiras feitas por outros colegas, o que muitas vezes configurava bullying.

Neusa cresceu e venceu o preconceito. Mas não esqueceu a experiência ruim que teve. Já formada, escreveu um livro tratando do assunto: Cabelo Ruim?

O título em forma de pergunta já é uma provocação: por que o cabelo crespo tem que ser ruim? Ela criou uma história baseada nas sobrinhas, que como ela, também tem cabelos cacheados e – infelizmente – passaram por maus bocados na escola.

O livro acabou virando um projeto, Cabelo Pixaim, que percorre escolas do Mato Grosso, fazendo as crianças pensar sobre a importância de respeitar as diferenças. E mais do que isso, um tema para conversar sobre a diversidade.

Hoje, a discussão passa por outros assuntos, que envolvem as diferenças na infância e na adolescência. As sobrinhas que foram personagens do livro participam da atividade cantando e dando o testemunho de como encaravam o problema e o que as fez mudar de postura.

Foto: arquivo pessoal

Jornalista, formada pela Universidade Estadual de Londrina. Não esperava que ao trocar o frio de Londrina pelo calor de Cuiabá, no começo dos anos 90, fosse encontrar tantos desafios profissionais: repórter de rádio e TV, produtora, editora e apresentadora de telejornais. Trabalhou ainda no impresso, nas editorias cidades, economia e política, e com assessoria de imprensa. Mãe de duas filhas, é voluntária na ONG MTmamma amigas do peito. Seu projeto mais recente é a colaboração no Brasil de Cor

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