Alunos da UFMS são perseguidos pela PM em Três Lagoas (MS)

Alunos da UFMS são perseguidos pela PM em Três Lagoas (MS)

Os estudantes da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul foram agredidos pela Polícia Militar na noite do último sábado (11). Após desocuparem o campus localizado na cidade de Três Lagoas, os estudantes realizavam uma confraternização em uma república perto da instituição quando seis viaturas da PM, com cerca de 30 policias armados com armas letais e menos-letais, invadiram o local.

Segundo alunos que estavam no local, enquanto a PM arrastava uma das meninas pelo cabelo para fora da república, alguns estudantes tentavam mantê-la a salvo dentro do ambiente. Foi assim que começou a violência policial. Duas estudantes foram baleadas com bala de borracha à queima-roupa. Uma delas, por conta da força do tiro, teve a rótula do joelho quebrada. Outro estudante foi severamente espancado por seis policias que o colocaram em uma das viaturas. Ele foi levado para a delegacia.

Os policiais detiveram cinco estudantes alegando porte de drogas. Os jovens, no entanto, afirmam que não possuíam nada ilícito. Pelo contrário, os alunos garantem que estão sendo perseguidos pela PM e justamente por isso estão tomando precauções como permanecer dentro de casa ou sair somente em grupos para proteção.

No momento, os estudantes detidos são defendidos por alguns advogados envolvidos com a causa das ocupações da UFMS desde o início. Eles seguem presos.

OCUPAÇÃO E REINTEGRAÇÃO

A UFMS estava ocupada desde a quarta-feira (2) contra a PEC 55 (antiga PEC 241), que limita os investimentos por 20 anos nas áreas da saúde e educação, desestruturando os direitos fundamentais da população garantidos pelo artigo 5 da Constituição Brasileira.

Os estudantes então receberam a notícia de que a Justiça havia entrado com uma liminar de reintegração de posse para a retirada dos ocupantes na sexta-feira (10). Como estes haviam conseguido a mobilização da população e a atenção que esperavam, decidiram sair após uma assembleia realizada no sábado.

Fonte: Jornalistas Livres. 

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