5 razões contra a militarização de escolas

Publicado em: 29/05/2017 às 16:42

1- Policiais não estão preparados para debater ideias, qualquer divergência ou discussão já descambam para agressão, como podemos ver no vídeo abaixo.

2 – Nessas escolas, as crianças e os jovens não sabem o que é liberdade. São o tempo todo submetidas a um regime disciplinar arbitrário, ao pior estilo “Vigiar e Punir” (ver livro de Michel Foucault sobre espaços de dominação e “fabricação” de indivíduos por meio da disciplina).

3 – Não são ensinadas a dar valor aos seus direitos, garantias e liberdades às quais têm ou deveriam ter acesso.

4 – Aprendem que, para serem “bons” cidadãos, devem simplesmente obedecer a quem tem poder, mesmo que isso os tolha de suas individualidades e direitos. Mesmo que isso perpetue ainda mais as desigualdades e a discriminação.

5 – São ensinadas a aplicar o mesmo regime de dominação rigorosa caso se tornem os futuros detentores de poder (político, militar, econômico, religioso etc.). Repetindo o ciclo de dominação e violência na qual se formaram.

Muitas pessoas “aplaudem” as novas escolas militares. Justificam-se dizendo que antes esses locais eram entregues à criminalidade, neles não dava para se aprender nada e agora os estudantes estão aprendendo a “ter valores morais” e se dedicando “de verdade” aos estudos. Mas isso é uma ilusão, não funciona.

Uma educação verdadeira precisa de amor e bondade, não de castigo e repressão.

EDUCAR É INSPIRAR E NÃO REPRIMIR

Militarizar escolas públicas para supostamente acabar com a violência é uma péssima idéia, veja o que aconteceu em Maceió na semana passada.

EPISÓDIO NA ESCOLA CAMPOS TEIXEIRA, Maceió – 24 de maio de 2017

Estudantes relatam que policiais falavam sobre uniforme escolar, quando o PM ficou incomodo por estar sendo “encarado” pelo estudante. Incomodado, o policial pergunta o porquê do aluno estar olhando, e logo o aluno responde “estou olhando porque você está falando”. É nessa hora que o policial se aproxima do estudante e o agride.

Em uma entrevista o policial afirma que o estudante apontou o dedo na cara dele, contrariando as imagens e depoimentos dos estudantes da sala.

O policial ENFORCA o estudante.

QUAL A SOLUÇÃO?

Oferecer condições dignas de educação, arte, cultura e esporte para todos.

Professores bem remunerados e opções de profissão que abram o futuro das crianças e dos adolescentes.

O Estado precisa oferecer opção e não opressão.

 

Fonte: Humanistas.

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