1 de junho de de 1926: Sandino volta a Nicarágua para liderar a revolução

Foto: Reprodução

Augusto César Sandino, nascido em (Niquinohomo, 18 de maio de 1895 — Manágua, 21 de fevereiro de 1934) foi um revolucionário nicaraguense líder da rebelião contra a presença militar dos Estados Unidos na Nicarágua entre 1927 e 1933. Foi assassinado em 1934.

Sandino, que inspirou décadas depois a fundação da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) na década de 1960, viajou durante a juventude pela Costa Rica, Honduras, Guatemala e México.

Foi no México que se vinculou a líderes sindicais, militantes socialistas e anarquistas. Por lá já militava contra o controle norte-americano dos campos de petróleo.

Em 1926, uma revolta se abre contra o golpe militar do general Emiliano Chamorro. Sandino, então, retorna a Nicarágua para participar da guerra constitucionalista em 1 de junho do mesmo ano.Na wikipédia:

“Tendo em vista os abusos da América do Norte na Nicarágua, parti de Tampico, México, em 18 de maio de 1926, onde eu estava servindo na empresa Yankee para entrar no Exército Constitucionalista da Nicarágua, que lutava contra o regime imposto pelos banqueiros Yankees em nossa república”.

Começa a se armar em conjunto com mineiros e organiza o levante armado a favor da causa Constitucionalista.

Em 1 de julho, continua sua luta e escreve o manifesto que dá solidariedade à todo povo da América Central, e do que chama o continente hispânico.

Palavras de ordem muito conhecidas como Pátria Livre ou Morte e Pátria e Liberdade foram muito usadas nas revoluções Latino Americanas contra o domínio espanhol e, logo em seguida, contra o domínio norte-americano.

Foi no ano de 1928 que o chamado de Sandino aos povos Latino Americanos deu mais frutos: militantes, estudantes, intelectuais e  trabalhadores vieram do México, Guatemala, Costa Rica, Venezuela e de mais uma dezena de países

O dia primeiro tem voz na causa de Sandino. Foi no dia 1º de janeiro de 1933, que os invasores norte-americanos são derrotados e triunfa a causa Sandinista. Mas o governo, que ainda mantinha o general Sacasa como chefe da Guarda Nacional, começa a oprimir seu próprio povo.

Sandino é assassinado, pelo que tudo indica, por militares ligados a Sacasa, e por ordem do então presidente, Somoza Garcia.

A causa Sandinista marcou profundamente as lutas anti-imperialistas na América Latina. Em 1961 é fundada a FSLN; em 1979 a causa Sandinista é vitoriosa e mantém seu governo até 1990, sendo essa época conhecida como vitoriosa da Revolução Sandinista.

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