Representada pelos social-democratas e por aliados como os Verdes e o Partido de Esquerda, a oposição venceu no último domingo (14/09) com 43,7% dos votos contra 39,3% da Aliança de Reinfeldt. Em crescimento expressivo, os Democratas da Suécia (extrema-direita) alcançaram 12,9% e se tornaram a terceira força parlamentar. Löfven rejeitou qualquer negociação com os Democratas da Suécia. “Não haverá cooperação, é preciso levar em conta que 87% dos suecos não votaram neles”, argumentou, de acordo com a AFP.
O primeiro-ministro da Suécia, o conservador moderado Fredrik Reinfeldt, renunciou nesta segunda-feira (15/09) após oito anos à frente do governo. A decisão vem um dia depois de a oposição de esquerda vencer as eleições legislativas e a extrema-direita apresentar um avanço histórico, chegando a quase 13% do eleitorado do país.
Comitê dos ultradireitistas Democratas da Suécia comemora resultado de eleições: partido agora é terceira força parlamentar
Representada pelos social-democratas e por aliados como os Verdes e o Partido de Esquerda, a oposição venceu no último domingo (14/09) com 43,7% dos votos contra 39,3% da Aliança de Reinfeldt. Em crescimento expressivo, os Democratas da Suécia (extrema-direita) alcançaram 12,9% e se tornaram a terceira força parlamentar.
A ausência de uma maioria absoluta no país será um dos principais desafios do social-democrata Stefan Löfven para a formação do novo governo. Na primeira declaração após a vitória, o líder de esquerda afirmou que estenderá a mão “aos demais partidos democráticos” que queiram trabalhar com ele no Parlamento.
As reformas liberais realizadas por Reinfeldt resultaram em um aumento da desigualdade econômica e do desemprego na Suécia, que subiu para 8% e afeta principalmente os jovens. Segundo a Reuters, muitos eleitores criticaram o partido de Reinfeld – que está no poder desde 2006 – por considerarem que as medidas tomadas por ele prejudicaram também o sistema de saúde e a integração de imigrantes.
Tais fenômenos favoreceram o crescimento de duas tendências: por um lado, uma guinada à esquerda pela exigência de revitalização de programas sociais; mas, por outro, a escalada da extrema-direita – o que tem sido visto em outros países europeus, como é o caso do Front National, na França.
“Nós somos os donos da festa a partir de agora”, anunciou o líder dos Democratas da Suécia, Jimmie Åkesson, segundo a AFP. “Agora damos as cartas (…). Será preciso governar o país e ficará difícil se não nos escutarem”, acrescentou.
Foto: EFE
Fonte: Opera Mundi