Irã endurece sua liderança e frustra esperanças de mudança dos EUA e Israel, diz imprensa estadunidense

Os resultados da intensa campanha militar contra Teerã foram muito diferentes do que se esperava, segundo o The Wall Street Jornal.

As recentes mudanças na liderança do Irã após as mortes do aiatolá Ali Khamenei e de outras figuras proeminentes em ataques aéreos não levaram a uma moderação do regime, como Washington e Tel Aviv esperavam, mas sim a um endurecimento de sua postura política e militarinformou o The Wall Street Journal na terça-feira (14).

Os Estados Unidos e Israel instigaram o conflito com o Irã na expectativa de que a eliminação de seus principais líderes criaria condições para uma mudança na estrutura de poder ou, pelo menos, facilitaria a ascensão de líderes mais abertos à negociação e alinhados aos seus interesses. No entanto, os resultados foram bem diferentes.

Um Governo mais rígido

Segundo o WSJ, a nova liderança iraniana adotou uma postura mais rígida, demonstrando pouca disposição para chegar a acordos tanto no âmbito nacional quanto internacional. O jornal destaca que Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder supremo do Irã, assumiu o poder apoiado por setores ultraconservadores e pela Guarda Revolucionária, consolidando um governo mais radical.

De acordo com o jornal, os líderes iranianos permaneceram firmes diante da intensa campanha de bombardeios dos EUA e de Israel.


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