Por Alan Daitch.
A Suécia era o laboratório perfeito: um país rico, hiperconectado e progressista. Eles fizeram o que todos nós pensávamos ser o futuro: digitalizar a educação desde o jardim de infância, com cada criança tendo seu próprio tablet, todas as salas de aula conectadas e todos os livros substituídos por telas. Se algum país fosse capaz de provar que a tecnologia melhora o aprendizado, era este.
No entanto, para surpresa de todos, os índices de compreensão leitora começaram a cair. Os testes PISA revelaram algo que ninguém esperava: mais tempo em frente às telas na escola não estava criando alunos melhores, mas sim piores.
Os alunos que menos usaram telas tiveram um desempenho um ano e meio superior aos que foram mais expostos, e dois em cada três alunos com laptops acabaram passando a maior parte do tempo em sala de aula fazendo qualquer coisa, menos aprendendo.
Por que isso acontece? Porque o cérebro não aprende da mesma forma em uma tela como aprende no papel. Um estudo com 256 sensores cerebrais mediu o que acontece quando você escreve à mão em comparação com quando digita: a escrita à mão ativa simultaneamente as redes de memória, visão e processamento motor. Todas elas são ativadas ao mesmo tempo. Digitar praticamente não gera nada disso. O atrito de formar cada letra é justamente o que força o cérebro a consolidar o que aprende.
A Suécia prestou atenção para as provas: o Instituto Karolinska — que concede o Prêmio Nobel de Medicina — declarou que as telas prejudicam o aprendizado. O governo eliminou os dispositivos eletrônicos para crianças menores de seis anos, proibiu o uso de celulares durante o período escolar e destinou cem milhões de dólares para o retorno dos livros didáticos.
Enquanto isso, os Estados Unidos gastam trinta bilhões de dólares por ano em mais dispositivos como laptops e tablets, embora pesquisas indiquem que eles são ainda mais distrativos do que os celulares. A geração com maior acesso ao conhecimento na história é a primeira a saber menos que a anterior. A tecnologia é maravilhosa: vamos aprender a usá-la quando for benéfica, e não simplesmente porque está na moda.
Fontes:
frontiersin.org/journals/psych –
huawei.com/en/gdi – fortune.com/2026/02/10/us-
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