Foi protocolado na Câmara dos Vereadores um projeto de lei que proíbe a compra de armas e tecnologias de Israel por Florianópolis. A Lei, protocolada pelo vereador Bruno Ziliotto (PT), prevê também o impedimento de aquisição de cursos e treinamentos pela Guarda Municipal enquanto perdurar o ataque israelense em Gaza.
No mês de junho, a Vice-Prefeita e Secretária de Segurança e Ordem Pública do município, Maryanne Mattos, foi até Israel, segundo ela, numa “missão” com políticos e empresários, com o objetivo de conhecer tecnologias de segurança utilizadas pelos israelenses. Poucos quilômetros dali, os ataques de Israel destruíram hospitais e escolas, matando adultos e crianças indiscriminadamente. Até hoje, não foram esclarecidos os valores dessa viagem ou quais retornos Florianópolis obteve com esses gastos.
Em 2024, Israel foi o segundo maior fornecedor de armas para o Brasil através de grandes contratos com o exército brasileiro e Polícias Militares de diversos estados. Entre eles, está a compra de 350 fuzis israelenses por parte do Governador Jorginho Mello, com gastos que ultrapassam os R$ 4,2 milhões.
Dinheiro público para financiar crimes de guerra
O vereador aponta que frente aos comprovados ataques aos Direitos Humanos, já reconhecidos pela ONU, governos internacionais e mesmo grupos israelenses, uma relação com Israel é contrária à regência das relações internacionais brasileiras. Esse tipo de acordo ajuda a financiar o Apartheid e a Limpeza Étnica cometidos em Gaza com dinheiro público dos cidadãos catarinenses, o que não pode acontecer.
O Projeto de Lei proposto busca acabar com qualquer uso de verba do município de Florianópolis que colabore com esses crimes contra o Povo Palestino.
Assessoria de imprensa l Gabinete Bruno Ziliotto





