A jornalista Marina Verenicz, do site Infomoney, informa que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (17) a abertura de um inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros 23 nomes ligados ao seu governo, a partir das conclusões da CPI da Covid-19. A investigação será conduzida pela Polícia Federal, que terá prazo inicial de 60 dias para realizar diligências.
Segundo Dino, o relatório da CPI apresentou “indícios robustos” de irregularidades na gestão da pandemia, como fraudes em licitações, superfaturamento, desvio de recursos públicos e contratos firmados com empresas de fachada para serviços considerados genéricos ou inexistentes.
Entre os investigados estão três filhos de Bolsonaro — o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) — além das deputadas Carla Zambelli (PL-SP) e Bia Kicis (PL-DF). Ex-ministros como Onyx Lorenzoni, Ernesto Araújo e Ricardo Barros também foram incluídos no inquérito.
Na decisão, obtida pelo jornal O Globo, Dino destacou que “estão presentes os requisitos legais necessários para a instauração de Inquérito Policial, a fim de que os fatos tratados nos autos tenham apuração”. Ele ressaltou ainda que as suspeitas não se restringem a discursos políticos durante a pandemia, mas alcançam a execução de contratos públicos.
O procedimento tem origem no relatório final da CPI da Covid, enviado ao STF em novembro de 2021. Desde então, o caso passou pelas mãos dos ministros Luís Roberto Barroso e Rosa Weber, até ser assumido por Dino após a aposentadoria da magistrada.
A decisão reacende um dos capítulos mais delicados da pandemia para Bolsonaro e seus aliados, agora na mira de uma investigação criminal formal.
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