O deputado estadual Jessé Lopes atacou a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, chamando-a de “entulho” e ridicularizando sua presença na UFSC, uma das universidades mais respeitadas do país. Em contraste, o desembargador João Marcos Buch, no mesmo evento, ressaltou a importância da escuta e do respeito aos direitos humanos, especialmente das populações em situação de rua. A diferença entre a postura de um magistrado comprometido com a dignidade e a de um parlamentar marcado por misoginia, racismo e higienismo evidencia o abismo ético e político presente na cena catarinense. Essa denúncia se conecta diretamente à trajetória de Maria Tereza Capra, ex-vereadora de São Miguel do Oeste, que foi cassada por denunciar gestos nazistas em um evento público.
Enquanto Maria Tereza sofreu perseguição, assédio e dois anos e meio de uma luta dolorosa para buscar justiça, o deputado estadual Jessé Lopes segue impune, mesmo após uma série de insultos públicos que configuram assédio, racismo e desrespeito institucional.
Como é possível que uma mulher tenha sido punida por denunciar o nazismo e, ao mesmo tempo, um deputado estadual permaneça protegido após agredir verbalmente uma ministra e insultar a universidade pública? A conclusão é clara: a sociedade catarinense não pode aceitar essa impunidade e deve exigir a cassação imediata de Lopes.
Comentário do Raul Fitipaldi, emitido no JTT de 19 de agosto.
Assista à entrevista com Maria Tereza Capra no vídeo abaixo
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