
Ele despertou à esperança, não refutou os sonhos, cultivou o bem-querer e solidarizou-se diante da dor e sofrimento dos pequenos, humildes e desfavorecidos.
Ensinou a ser servo, pôs-se ao lado e caminhou com as pessoas – mulheres, crianças, homens, jovens e os envelhecidos e envelhecidas – sem distinção da cor de pele, etnia, sexo ou gênero.
Com simplicidade, na pureza do Evangelho, anunciou o amor lá onde havia ódio e rancor, clamou pela paz e o respeito à humanidade.
Denunciou a ganância e a destruição da natureza, exigiu dos governantes medidas de proteção “à nossa Casa Comum”, porque sem ela, tudo se perde e a vida se esvai.
Semeou sorrisos e sem perder a ternura, pediu aos governantes que abraçassem as causas mais elementares: Teto para abrigar e morar, Trabalho e comida em todas as mesas e o direito dos povos e comunidades à Terra, porque dela precisam.
Ele sofreu, tanto na própria Igreja – como fora dela – perseguição e preconceito. O taxavam de comunista, porque falava em defesa dos pobres, requeria justiça para todas e todos, exigia respeito e igualdade entre homens e mulheres.
Agora, na sua partida, difundem o legado de amor. Que suas ideias, gestos, palavras e sorrisos prevaleçam e inspirem o Bem Viver entre os Povos e que a solidariedade – a mais fraterna – inunde o planeta.
Vai Papa Francisco para o Céu que anunciou e de lá, como memória boa e fecunda, interceda por cada uma e cada um, mas especialmente pelos injustiçados desta nossa “Casa Comum”.
Porto Alegre (RS), 25 de abril de 2025
Roberto Antônio Liebgott é Missionário do Conselho Indigenista Missionário/CIMI. Formado em Filosofia e Direito.
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