Artistas e lideranças populares fazem “esquenta” para Festival Lula Livre em SP

Em meio à multidão que lotou o Teatro Oficina, estavam dois candidatos à Presidência em 2018: Fernando Haddad (PT) e Guilherme Boulos (PSOL) / Ricardo Stuckert

Na noite desta terça-feira (28), os movimentos populares do campo político e cultural deram um aperitivo do que será o Festival Lula Livre no próximo domingo (2). O tradicional Teatro Oficina, na região central de São Paulo (SP), estava lotado para acompanhar as manifestações de lideranças políticas e artistas, que pediram a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso desde abril de 2018.

O ato começou após às 19h com a apresentação da Santa Companhia de Teatro. Em seguida, o ator Sérgio Mamberti leu o manifesto “Lula Livre”, assinado por diversas coletivos culturais e movimentos sociais. “Vamos todos de mãos dadas, construir esse imenso cordão de liberdade para Lula. Lula Livre!”, pediu o artista.

 

Guitarrista Edgard Scandurra (esq.) e ex-ministro Fernando Haddad (dir). fazem dueto ao violão (Foto: Ricardo Stuckert)

Os poetas Sérgio Vaz, fundador da Cooperifa, e Raquel Almeida, criadora do Sarau Elo da Corrente, declamaram poesias. “O Lula é mais um entre nós que está preso injustamente. Estamos aqui para falar de democracia e não existe democracia enquanto o Lula estiver preso”, afirmou Vaz.

Presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marianna Dias lembrou os avanços no setor educacional durante o governo Lula (PT) e enalteceu o papel dos estudantes na resistência aos cortes de 30% do orçamento do Ministério da Educação (MEC) no governo Bolsonaro (PSL). “A universidade é o espaço da democracia. A universidade é o espaço da liberdade, do questionamento, e tudo isso faz eles terem ódio. Por isso, eles têm ódio da universidade”, ressaltou.

O “esquenta” para o Festival Lula Livre também contou com a presença do dramaturgo Zé Celso, da deputada estadual Erica Malunguinho (PSOL), do dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, entre outros.

Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Educação, foi ao Teatro Oficina para pedir o resgate do projeto iniciado há cerca de 15 anos. Para ele, a ascensão de Bolsonaro se explica pelo medo das elites, que se viram diante de um processo de radicalização da democracia durante os governos PT. “Essa contra-ofensiva deles tem raiz no medo do que esse país poderia se tornar, do quão democrático, livre, mestiço ele poderia se tornar”.

Ao final, Haddad disse que a situação de Lula é uma metáfora do aprisionamento das políticas públicas no Brasil, e pediu que a Praça da República esteja lotada no domingo para o festival em defesa da liberdade do ex-presidente.

Confira a programação completa do Festival Lula Livre.

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