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Publicado em: 28/06/2010 às 22:42

por Priscila Lopes

me fez um carinho nas costas, perguntou se eu gostava; comparou nossos joelhos, riu das minhas curvas, que as sobrancelhas eram parecidas com as dele; contou que teve barba até os 23; que a primeira namorada tinha o meu nome, e ele nem sabia, e gostava de ganhar rosas amarelas; que o seu sonho era conhecer as Maldivas, que iríamos juntos, que ficaríamos juntos para sempre agora; depois passou a mão pelo cabelo, e me sorriu pra baixo, ficou sem jeito, acho, porque eu não dizia nada; o tempo todo eu não disse nada, era ele se descobrindo em mim e eu achando graça – eu, que já tinha chorado tanto! Passou aquela tarde abraçado comigo, a ponta do dedo distraída em meu vestido, contando as flores, contando os planos, contando o passado dele que eu perdi; e depois o futuro, as coisas todas em que nos faríamos um ao outro, e o curso de francês, o rafting, um cruzeiro, um tango, uma felicidade! Ele tinha tanta urgência, sabe? Para mim, reencontrá-lo assim, depois de tantos anos, era como vê-lo nascer de novo. E eu…

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