Venezuela emite ordem de captura contra sete acusados de envolvimento em atentado contra Maduro

Segundo ministro de Interior, Justiça e Paz, outras 25 pessoas estão sendo investigadas por possível participação direta ou indireta no ataque ao presidente.

Foto: Reprodução

O ministro venezuelano de Interior, Justiça e Paz, Néstor Reverol, disse nesta quinta-feira (09/08) que foram emitidas novas ordens de captura contra sete acusados de envolvimento no atentado contra o presidente Nicolás Maduro, ocorrido no último sábado (04/08).

Entre os citados, estão Alcira Marina Carrizo de Colmenarez, Virgina Antonieta Da Silva-Pio Porta (codinome “Genesis”); Henryberth Emmanuel Rivas, Thais del Carmen Valeria Viloria, Darwin Mina Banguera, Elvis Rivas Barrios e David Alexander Beaumont Álvarez.

“Estamos distribuindo em todo o território nacional imagens com a identidade destes terroristas e estamos solicitando, por meio dos mecanismos estabelecidos, a ordem de captura internacional”, disse o ministro, em declarações à imprensa.

Além disso, segundo Reverol, outras 25 pessoas estão sendo investigadas por possível participação direta ou indireta no ataque ao presidente.

Por sua vez, o ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, afirmou que o país ativou “os mecanismos diplomáticos que existem para que aquelas pessoas implicadas na tentativa de magnicídio contra o presidente Nicolás Maduro possam prestar contas à Justiça”.

Como foi o atentado

O atentado foi realizado com dois drones DJI-M600, desenhados para suportar grandes cargas e peso. Os aviões não tripulados continham carga explosiva, com aproximadamente 1kg de explosivo C4 em cada um. “A carga é capaz de causar dano efetivo em um raio de aproximadamente 50 metros”, disse Reverol, no domingo (05/08).

Maduro não se feriu no ataque. No momento do atentado, o presidente discursava em um palco na avenida Bolívar, centro de Caracas, durante as comemorações do 81º aniversário da Guarda Nacional Bolivariana. No entanto, ao menos sete funcionários do governo ficaram feridos.

Em pronunciamento horas após o atentado, Maduro já havia acusado a Colômbia de estar por trás do ataque e disse que o responsável é presidente do país, Juan Manuel Santos. “Não tenho dúvida que tudo aponta para a ultradireita venezuelana em aliança contra a ultradireita colombiana, e que o nome de Juan Manuel Santos está por trás deste atentado”, disse.

Segundo Maduro, os “responsáveis intelectuais financistas” do ataque residem na Flórida. O mandatário venezuelano e exortou o presidente norte-americano Donald Trump para que “combata os grupos terroristas que pretendem cometer magnicídio ou atentados contra países pacíficos, como a Venezuela”.

Em nota emitida no sábado, o governo da Colômbia, ainda sob a liderança de Santos – ele entrega o cargo nesta terça (07/08) ao presidente eleito Iván Duque – negou qualquer envolvimento com o ato. Em entrevista à emissora Fox News, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, disse que não há participação dos EUA no caso.

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