Vamos criar o Partido Progressista do Mercosul?

America_Sul

Por Nicolas Chernavsky, CulturaPolítica.info.

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Em 2015 entra em vigor a proporcionalidade atenuada no Parlamento do Mercosul, com Brasil com 75 assentos, Argentina com 43, Venezuela com 33, Paraguai com 18 e Uruguai com 18, impulsionando a integração política rumo a este novo país que está nascendo, pouco a pouco, pelas mãos da democracia; Argentina e Paraguai já têm eleição direta de parlamentares, sendo que até 2020 todos os integrantes devem ter eleições diretas

Nos últimos anos, com a formação da Aliança do Pacífico, a expansão e consolidação do Mercosul foram colocadas em questão, havendo a impressão de que os dois blocos seriam de alguma forma concorrentes. O grande problema desse tipo de avaliação é que não leva em conta que o Mercosul tem uma característica muito diferente da Aliança do Pacífico, a qual é uma aliança econômica; o Mercosul, além de ser uma aliança econômica, é uma aliança política, que ocorre não somente pela reunião de seus presidentes, mas pela existência de um parlamento, o Parlasul. Essa diferença qualitativa coloca o Mercosul em outro patamar de integração, pois só uma integração política democrática pode conduzir a uma integração econômica profunda, como a criação de uma moeda única, a exemplo do processo que levou à criação do euro na União Europeia.

O Parlamento do Mercosul (Parlasul), localizado em Montevidéu, capital do Uruguai, terá a partir deste ano de 2015 uma proporcionalidade atenuada, tendo o Brasil 75 parlamentares, a Argentina 43, a Venezuela 33, o Paraguai 18 e o Uruguai 18. Até o momento, Argentina e Paraguai estabeleceram a eleição direta da população para os parlamentares, sendo que o prazo para que todos os países institucionalizem as eleições diretas é 2020. Assim, em apenas alguns anos, todos os eleitores do Mercosul estarão escolhendo seus representantes no Parlasul. Em vista disso, cabe a pergunta do título deste artigo, afinal, alguém já viu um parlamento relevante, moderno e democrático sem partidos políticos?

E por que um Partido Progressista do Mercosul? Em primeiro lugar, porque é essencial organizar a atuação política dos cidadãos do Mercosul através de seus interesses comuns, mesmo essas pessoas tendo nascido na Argentina, no Brasil, no Paraguai, no Uruguai ou na Venezuela. A proximidade de visão de mundo não necessariamente coincide com as pessoas terem nascido em uma dessas regiões (ou países, por enquanto). Em segundo lugar, enquanto a identificação dos parlamentares for muito mais por país do que por partido, será muito mais difícil evoluir rumo a uma maior proporcionalidade do número de parlamentares em relação à população dos países, o que prejudica a qualidade da democracia no Parlasul, uma vez que o princípio de “um voto por pessoa” é básico na democracia. Uma organização do Parlasul por partidos e não por países daria às populações dos países menos populosos a segurança de que a população dos países mais populosos não poderia simplesmente formar uma maioria, já que seria a composição por partidos, perpassando todos os países, que formaria a maioria.

Estou consciente de que o parágrafo anterior respondeu mais a questão de por que criar partidos no Mercosul do que por que o partido proposto teria esse nome. Considero que o espectro político mais influente hoje em dia, no mundo, é o espectro progressismo-conservadorismo. É verdade que para muito(a)s, progressismo e esquerda são conceitos muito semelhantes, assim como conservadorismo e direita. Entretanto, creio que a análise histórica e a prática política indicam que os espectros progressismo-conservadorismo e esquerda-direita não coincidem. Nas últimas décadas, muitas vozes defenderam a ideia de que esquerda e direita não existem mais. Essa impressão (com a qual não concordo) foi causada especialmente pelo grande aumento na dificuldade de definir quem era de esquerda e de direita, até porque uma infinidade de pessoas e grupos políticos mudaram de posição nesse espectro em um curto espaço de tempo, sem muitas vezes nem concordarem que haviam mudado. Essa contradição pode diminuir se considerarmos não só em que ponto do espectro esquerda-direita essas pessoas e grupos políticos estavam, mas também em que ponto do espectro progressismo-conservadorismo estavam. Se levarmos isso em conta, veremos que o espectro progressismo-conservadorismo explica melhor os comportamentos políticos que o espectro esquerda-direita.

Independentemente dessa avaliação, o termo “progressista” tem a capacidade de transmitir uma mensagem fundamental sobre o posicionamento desse partido em face dos desafios que a realidade coloca para os cidadãos do Mercosul. Inclusive, talvez um desses desafios seja mudar o nome dessa união política e econômica de “Mercosul” para algo que não represente somente a união de mercados, incluindo a união política. Nesse sentido, o mais realista talvez fosse esperar que o Mercosul se expandisse até que seus integrantes plenos coincidissem com os da Unasul, que sendo América do Sul, como país seria uma das grandes potências do século XXI, junto com Estados Unidos, Europa e China, por exemplo. Clique aqui para se tornar um colaborador financeiro do culturapolitica.info.

Creemos el Partido Progresista del Mercosur

En 2015 entra en vigor la proporcionalidad atenuada en el Parlamento del Mercosur, con Brasil con 75 asientos, Argentina con 43, Venezuela con 33, Paraguay con 18 y Uruguay con 18, impulsando la integración política rumbo a este nuevo país que está naciendo, poco a poco, por las manos de la democracia; Argentina y Paraguay ya tienen elección directa de parlamentarios, siendo que hasta 2020 todos los integrantes deben tener elecciones directas

En los últimos años, con la formación de la Alianza del Pacífico, la expansión y la consolidación del Mercosur fueron puestas en duda, dando la impresión de que los dos bloques de alguna forma competirían entre sí. El gran problema de este tipo de evaluación es que no tiene en cuenta que el Mercosur tiene una característica muy distinta de la Alianza del Pacífico (que es una alianza económica); el Mercosur, además de ser una alianza económica, es una alianza política, que ocurre no sólo por la reunión de sus presidentes, sino también por la existencia de un parlamento, el Parlasur. Esta diferencia cualitativa pone al Mercosul en otro nivel de integración, pues sólo una integración política democrática puede llevar a una integración económica profunda, como la creación de una moneda única, a ejemplo del proceso que llevó a la creación del euro en la Unión Europea.

El Parlamento del Mercosur (Parlasur), que se localiza en Montevideo, capital de Uruguay, tendrá a partir de este año de 2015 una proporcionalidad atenuada, teniendo Brasil 75 parlamentarios, Argentina 43, Venezuela 33, Paraguay 18 y Uruguay 18. Hasta el momento, Argentina y Paraguay establecieron la elección directa de la población para los parlamentarios, siendo que el plazo para que todos los países institucionalicen las elecciones directas es 2020. De esta forma, en sólo algunos años, todos los electores del Mercosur eligirán a sus representantes en el Parlasur. Por eso hago la propuesta del título de este artículo. ¿Alguien ya vio un parlamento relevante, moderno y democrático sin partidos políticos?

¿Y por qué un Partido Progresista del Mercosur? Primero, porque es esencial organizar la actuación política de la población del Mercosur a través de sus intereses comunes, aunque las personas hayan nacido en Argentina, Brasil, Paraguay, Uruguay o Venezuela. La proximidad de visión de mundo no necesariamente coincide con que las personas hayan nacido en una de estas regiones (o países, por ahora). Segundo, porque mientras la identificación de los parlamentarios sea mucho más por país que por partido, será mucho más difícil evolucionar rumbo a una mayor proporcionalidad del número de parlamentarios con relación a la población de los países, lo que perjudica la calidad de la democracia en el Parlasur, pues el principio de “un voto por persona” es básico en la democracia. Una organización del Parlasur por partidos y no por países daría a las poblaciones de los países menos populosos la seguridad de que la población de los países más populosos no podría simplemente formar una mayoría, ya que sería la composición por partidos, pasando por todos los países, que formaría la mayoría.

Estoy consciente de que el párrafo anterior respondió más a la cuestión de por qué crear partidos en el Mercosur que por qué el partido propuesto tendría este nombre. Considero que el espectro político más influyente hoy día, en el mundo, es el espectro progresismo-conservadurismo. Es verdad que para mucho(a)s, progresismo e izquierda son conceptos muy semejantes, igual que conservadurismo y derecha. Sin embargo, creo que el análisis histórico y la práctica política indican que los espectros progresismo-conservadurismo e izquierda-derecha no coinciden. En las últimas décadas, muchas voces defendieron la idea de que izquierda y derecha no existen más. Esta impresión (con la que no concuerdo) fue causada especialmente por el gran aumento en la dificultad en definir quien era de izquierda y de derecha, incluso porque muchas personas y grupos políticos cambiaron de posición en este espectro en un corto espacio de tiempo, sin que muchas veces ni siquiera concordaran con que habían cambiado. Esta contradicción puede disminuir si consideramos no sólo en qué punto del espectro izquierda-derecha estas personas y grupos políticos estaban, sino también en qué punto del espectro progresismo-conservadurismo estaban. Si tenemos esto en cuenta, veremos que el espectro progresismo-conservadurismo explica mejor los comportamientos políticos que el espectro izquierda-derecha.

Independientemente de esta evaluación, el término “progresista” tiene la capacidad de transmitir un mensaje fundamental sobre el posicionamiento de este partido frente a los desafíos que la realidad le presenta a la población del Mercosur. Incluso, talvez uno de estos desafíos sea cambiar el nombre de esta unión política y económica de “Mercosur” a algo que no represente solamente la unión de mercados, incluyendo la unión política. En este sentido, lo más realista talvez sea esperar a que el Mercosur se expanda hasta que sus integrantes plenos coincidan con los de la Unasur, que siendo Sudamérica, como país sería una de las grandes potencias del siglo XXI, junto con Estados Unidos, Europa y China, por ejemplo. Haga clic aquí para volverse un colaborador financiero del culturapolitica.info.

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