Um mapa-múndi feito apenas de referências musicais

Na imagem, o Brasil é ‘Tropicália’ e os EUA, ‘Born in the USA’. São ao todo 1.200 músicas e 200 referências.

 Feito pela Agência Dorothy, mapa traz nomes de música no lugar de regiões
Feito pela Agência Dorothy, mapa traz nomes de música no lugar de regiões

Um estúdio gráfico londrino transformou uma projeção de Mercator (o desenho do mapa que vemos comumente) numa espécie de mapa-múndi de canções populares. A obra, publicada na internet, é feita inteiramente de referências de músicas.

Sobre cada região, em vez de nomes de países, estados e cidades, estão apelidos e apostos retirados de títulos e letras de grandes hits. São ao todo 1.200 músicas e 200 referências. Ele pode ser visto em escala maior aqui.

Algumas delas são explícitas e inevitáveis: “New York, New York” (cantada por Frank Sinatra), “London Calling” (The Clash), “Back In The USSR” (The Beatles). Outras, mais indiretas, e exigem certo conhecimento da letra, da banda ou da geografia. É o caso de “River Deep-Mountain High”, canção famosa na voz de Tina Turner, para se referir a bacia hidrográfica na planície russa.

 A América do Sul é identificada por “South American Getaway”, do pianista Burt Bacharach e parte da trilha sonora de “Butch Cassidy and the Sundance Kid”, filme sobre a lendária dupla de bandidos estadunidenses.

No Brasil, em particular, aparecem “Welcome to the Jungle”, do Guns N’ Roses, na região da floresta amazônica, além “Sao Paulo Rain”, do britânico Tom McRae, e “Tropicalia”, que deixa a dúvida se é uma referência a Caetano Veloso ou ao músico estadunidense de rock alternativo Beck, que tem uma música homônima.

E há detalhes mais arbitrários postos de forma cômica, como chamar a calota polar ao norte da Terra de “Losing My Edge”, faixa do LCD Soundsystem. Ou a Coreia do Norte de “Isolation”, canção do The Joy.  Ou o extremo do Alasca de “Can’t Get There from Here” (não dá pra chegar lá daqui, em tradução livre), do R.E.M.

O estúdio responsável pelo mapa, chamado Dorothy, é famoso por elaborações do gênero. Antes do mapa-múndi musical, lançaram uma espécie de genealogia da música alternativa (tendo início com os Sex Pistols) e outra similar para a música eletrônica. As imagens são vendidas como pôster no site do estúdio, acompanhadas de uma lista de todas as músicas citadas e de seus compositores.

Fonte: Nexo.

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