Um escândalo de proporções internacionais abala o governo de Mauricio Macri

Por Débora Mabaires, de Buenos Aires, para Desacato.info.

Tradução: Elissandro Santana, para Desacato.info. (Port/Esp).

Uma investigação jornalística mostrou que, para a campanha eleitoral de 2017 da província de Buenos Aires, o partido do presidente usara os dados pessoais de milhares de homens e mulheres para lavar dinheiro de fundos ilícitos.

Como contribuintes da campanha eleitoral, nas eleições legislativas, que foram fundamentais para a manutenção do poder no Congresso Nacional, aparecem pessoas cuja situação econômica não lhes permitiriam lidar com as cifras de dinheiro com as quais estão vinculadas. Pessoas humildes que recebem assistência por filho porque estão desempregadas. E como se isso não bastasse, eles pareciam afiliados ao partido político, quando nunca o fizeram.

Para obter essa informação foi necessário violar a lei de proteção de dados pessoais, uma ofensa que leva uma sentença de prisão.

O Presidente Mauricio Macri subestimou o fato e colocou publicamente a responsabilidade sobre a governadora da província, Maria Eugenia Vidal, que também é presidente do partido PRO e responsável pelos atos ilegais cometidos.

No entanto, a tesoureira do partido é uma pessoa da mais íntima confiança de Mauricio Macri: Maria Fernanda Inza, que foi sua secretária jurídica e técnica na cidade de Buenos Aires, enquanto ele era chefe de governo – por oito anos – sua Subsecretária jurídica e técnica na presidência da nação até um ano atrás, quando teve que renunciar acusada pelo pagamento de “bônus” aos funcionários.

O escândalo não parou de crescer. Entre os listados como colaboradores, há muitos candidatos da Aliança de Mudança dos quais o PRO é uma parte, mas que afirmam nunca ter colocado um centavo; então agora as vítimas são adicionadas às suas próprias fileiras.

E muitos zangados com a situação, começaram a falar com a imprensa, a fazer queixas criminais e a pedir explicações publicamente na mídia. Ninguém gosta de se ver envolvido no crime de lavagem de dinheiro.

Era evidente que o financiamento da campanha eleitoral do partido Macri em 2017, no principal distrito eleitoral do país, foi feito em 89% com dinheiro cuja origem é duvidosa ou ilícita.

Desde o ano de 2011 dorme nos tribunais a causa em que Lorena Martins denunciou ao próprio pai – Raúl Martins – por cafetão, rapto de pessoas e tráfico de drogas. Na mesma ocasião, com as folhas de pagamento dos bordéis, prova o financiamento à campanha de Maurício Macri, na época, ao chefe de governo da Cidade de Buenos Aires.

A juíza que deveria ter investigado esta denúncia, e não o fez, é María Romilda Servini de Cubría, aquela que em 2015, utilizando suas atribuições como juíza eleitoral, nomeou María Fernanda Inza como interventora do PRO da Província de Buenos Aires.

Também é a mesma juíza que deveria controlar, por causa de sua competência eleitoral, para que o financiamento dos partidos políticos não fosse ilegal ou de atos criminosos.

E é, ademais, a mesma juíza que deveria ter controlado o número de membros, bem como a autenticidade das afiliações de cada partido político para ver se eles estavam em condições legais de participar nas eleições. Tudo sugere que a magistrada não queria cumprir seu papel.

Em abril de 2018, o Boletim Oficial publicou o aviso para vários partidos políticos que não possuíam o número necessário de membros para manter seu status legal e político. Entre estes, estava o PRO. A questão que todos os argentinos nos perguntam hoje é: se em abril de 2018 eles não tinham o número de membros para se candidatar legalmente às eleições, eles as tinham em outubro de 2017? Eles os tiveram em 2015 quando Macri ganhou a presidência?

Estas questões se baseiam na manipulação que Mauricio Macri fez da Justiça Eleitoral de Buenos Aires ao colocar como seu juiz eleitoral um amigo seu, Juan Manuel Culotta, após manobras contrárias à ética e às leis. Este foi responsável por verificar a legalidade das filiações e financiamento. Nomeado expressamente para as eleições de 2017, ele renunciou a essa posição apenas um mês após a eleição.

Se essas manobras criminosas forem comprovadas, estaríamos na presença e sob o comando de um governo ilegítimo.

Mauricio Macri usou muitas bombas de fumaça nesta semana para tentar encobrir esse escândalo na imprensa, mas a única verdade é a realidade.

Un escándalo  de proporciones internacionales sacude al gobierno de Mauricio Macri

 Por Débora Mabaires, de Buenos Aires, para Desacato.info.

Una investigación periodística demostró que para la campaña electoral 2017 de la provincia de Buenos Aires, el partido del presidente había utilizado los datos personales de miles de hombres y mujeres para lavar el dinero proveniente de ilícitos.

Como aportantes de la  campaña electoral, en las elecciones legislativas, que eran clave para mantener el poder eel Congreso Nacional, aparecen personas cuya situación económica no les permitiría manejar las cifras de dinero con las que las vinculan. Gente humilde que recibe la Asignación Universal por hijo por hallarse desempleadas. Y como si fuera poco, aparecieron afiliadas al partido político, cuando nunca lo habían hecho.

Para obtener esos datos fue menester violar la ley de protección de datos personales, un delito que conlleva una pena de prisión.

El presidente Mauricio Macri minimizó el hecho y, públicamente, puso la responsabilidad en la Gobernadora de la provincia, María Eugenia Vidal, que además es la presidenta del partido PRO y responsable legal por los ilícitos cometidos.

Sin embargo, la tesorera del partido es una persona de la más íntima confianza de Mauricio Macri: María Fernanda Inza, quien fue su secretaria legal y técnica en la Ciudad de Buenos Aires mientras él fue jefe de gobierno – durante ocho años – y su subsecretaria legal y técnica en la presidencia de la nación hasta hace un año, cuando debió renunciar acusada por el pago de “sobresueldos” a funcionarios.

El escándalo no paró de crecer. Entre los que figuran como aportantes, están muchos candidatos de la alianza Cambiemos de la que el PRO es parte, pero que aseguran nunca haber puesto ni un centavo, por lo que ahora se suman los damnificados dentro de sus propias filas.

Y muchos enojados con la situación, empezaron a hablar con la prensa, a hacer denuncias penales y a pedir explicaciones públicamente en los medios de difusión. A nadie le gusta verse involucrado en el delito de lavado de dinero.

Quedó a la vista que el financiamiento de la campaña electoral del partido de Macri en 2017, en el principal distrito electoral del país, se hizo en un 89% con dinero en efectivo cuyo origen es dudoso o ilícito.

Desde el año 2011 duerme en Tribunales la causa donde Lorena Martins denunció a su padre Raúl Martins por proxenetismo, trata de personas y tráfico de drogas. En la misma, con las planillas de los locales prostibularios, prueba el financiamiento a la campaña de Mauricio Macri, por entonces, a la jefatura de gobierno de la Ciudad de Buenos Aires.

La jueza que debería haber investigado esta denuncia y no lo hizo, es María Romilda Servini de Cubría, la misma que en 2015, haciendo uso de sus atributos como jueza electoral, puso como interventora del PRO bonaerense a María Fernanda Inza.

Es también la misma jueza que debía controlar, por su competencia electoral, que el financiamiento de los partidos políticos no fuera ilegal o proveniente de hechos delictivos.

Y también es la misma jueza que debería haber controlado la cantidad de afiliados, así como la autenticidad de las afiliaciones de cada partido político para ver si estaban en condiciones legales de participar de elecciones. Todo hace suponer que la jueza no quiso cumplir con su función.

En abril de 2018 en el Boletín Oficial se publicó la intimación a varios partidos políticos que no reunían la cantidad de afiliados necesarios para mantener su personería jurídica y política. Entre estos, estaba el PRO. La pregunta que hoy nos hacemos todos los argentinos, es ¿si en abril 2018 no tenían la cantidad de afiliados para presentarse legalmente a elecciones, los tenían en octubre 2017? ¿Los tenían en 2015 cuando Macri ganó la presidencia?

Estas preguntas, se basan en la manipulación que hizo Mauricio Macri de la Justicia Electoral Bonaerense cuando  puso como juez electoral a un amigo de él, el juez Juan Manuel Culotta, luego de maniobras reñidas con la ética y las leyes.  Este juez era el responsable de verificar la legalidad  de las afiliaciones y del financiamiento. Nombrado expresamente para los comicios del 2017, renunció a ese cargo apenas un mes después de la elección.

De comprobarse estas maniobras delictivas, estaríamos en presencia y bajo el mando de un gobierno ilegítimo.

Mauricio Macri usó muchas bombas de humo esta semana para tratar de tapar en la prensa este escándalo, pero la única verdad, es la realidad.

Débora Mabaires é cronista e mora em Buenos Aires.

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