Transporte público pára em Portugal

Trabalhadores portugueses da área do transporte público protestaram nesta quinta-feira (02/02) com uma greve geral contra um plano de austeridade montado pelo governo para reestruturar o setor. Entre as principais medidas, estão a redução de salários, os corte nos postos de trabalho e a privatização parcial. A paralisação, prevista para um período de 24 horas, afeta as linhas de metrô e ônibus, além das hidrovias.

Esta é a terceira greve do setor público de transportes português nos últimos três meses.
Na região metropolitana de Lisboa, o metrô está parado desde meia-noite e o transporte fluvial foi suspenso apenas nos horários de pico (início de manhã e final da tarde). Trens e ônibus não tiveram adesão total dos grevistas e foram menos afetados.

A paralisação, a terceira desde novembro, tem por objetivo “protestar contra o plano estratégico dos transportes e todas as medidas previstas no plano para os trabalhadores destas empresas, que vão da redução de postos de trabalho a salários menores”, explicou José Oliveira, coordenador da Federação de Sindicatos do Transporte (FECTRANS), à agência Lusa.

Transferindo a culpa

Na terça-feira, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, alegou que a greve dos transportes vai custar 150 milhões de euros à economia portuguesa e”destruir num dia” o esforço de poupança feito num ano.

Hoje, durante debate em uma comissão parlamentar, Monteiro reafirmou os valores custos da greve dos transportes públicos e pediu aos trabalhadores para refletirem, pois “a economia não aguenta impactos dessa natureza”. Monteiro pediu “compreensão para perceberem que este caminho de greve sobre greve afasta o país do caminho da consolidação”. Reafirmando que “não se pode por em causa aquilo que é o esforço do governo em um ano de poupança”, pediu ainda aos sindicatos “especial sentido de responsabilidade” na atual conjuntura econômica.

Fonte: ÓperaMundi

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