Trabalhadores de instituições federais cogitam greve contra Temer

Publicado em: 03/08/2017 às 09:21
Trabalhadores técnicos paralisam atividades na Universidade Federal de Goiás (UFC) (Foto: Reprodução)

Nesta quarta-feira (2), trabalhadores técnicos das universidades e institutos federais do Brasil realizaram um dia nacional de paralisação contra os cortes do governo federal no orçamento das instituições.  De acordo com Fátima dos Reis, diretora da Federação dos Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos das Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), a categoria pode fazer uma greve neste semestre.

“Estão enxergando a educação como despesa e não como investimento. Essa visão equivocada está estrangulando as Instituições Federais de Ensino”, alertou Fátima dos Reis, diretora da Federação dos Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos das Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra).

Segundo Fátima, que é coordenadora geral do sindicato da categoria em Goiás, os cortes de verbas de Michel Temer afetam despesas básicas como energia, água, o abastecimento do papel higiênico dos banheiros e a carga horária e de trabalho dos TAEs.

Ato na UNB (Foto: Reprodução)

“Esses cortes vão deixar o trabalhador sem condições de trabalho. Ele não vai ter insumos, material de escritório. Não vai ter como trabalhar e isso vai prejudicar o estudante também”, afirmou Fátima.

De acordo com a dirigente, Michel Temer reduziu o orçamento de 2017 e os cortes devem continuar. “(o orçamento) de 2018, vai ser ainda menor que o previsto. Se nada for feito, em breve, viraremos novas Uerjs”, disse Fátima.

A Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) suspendeu por tempo indeterminado as aulas na instituição por falta de repasse de verbas. Os trabalhadores docentes vão completar em agosto três meses sem salários. Fátima completou que algumas unidades federais só dispõem de recursos para funcionar até setembro.

Ela lembrou ainda que o corte de verbas atinge as obras dos institutos federais, criados em 2008. “Tem muitas obras em andamento que vão começar a ser paralisadas o que significa menos estudantes entrando no ensino superior”, argumentou.

São 46 as entidades que fazem parte da Fasubra, que representa 200 mil trabalhadores. Até o início da noite ainda não havia uma levantamento fechado das instituições que realizaram paralisações. Universidade de Brasília, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal de Goiás e os institutos foram algumas das instituições que paralisaram as atividades.

Fontes: Portal Vermelho.

 

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